Festival de Cinema para Idosos em São Paulo celebra longevidade com filmes e homenagens
Evento gratuito reúne obras de cineastas 60+ e debates sobre envelhecimento e arte
De 20 a 27 de setembro, o Festival Cine Inclusão 60+ em Foco promove uma programação cultural na capital paulista, abordando temas como memória, afeto e política através do cinema e outras expressões artísticas.
Entre os dias 20 e 27 de setembro, São Paulo recebe a sexta edição do Festival Cine Inclusão 60+ em Foco, uma iniciativa que valoriza a produção audiovisual de pessoas com mais de 60 anos. O evento, gratuito e aberto ao público, apresenta uma seleção de 21 filmes nacionais e internacionais, além de promover debates, oficinas, homenagens e um fórum dedicado às mulheres no audiovisual.
Qual o impacto de um festival dedicado à longevidade? Segundo os organizadores, o objetivo é fomentar a inclusão cultural de idosos na arte do cinema, ao mesmo tempo em que discute temas relevantes para esse público e para toda a sociedade. Apesar do foco na longevidade, a programação não se restringe a produções sobre envelhecimento; ela aborda também memória, afeto, política, sexualidade e arte, reunindo trabalhos realizados por cineastas, profissionais ou amadores com mais de 60 anos.
A abertura do festival contou com uma programação especial. Foram exibidos três filmes brasileiros dirigidos por mulheres: a animação "Uma Menina, um Rio", de Renata Martins; "Sigo Enquanto Espero", de Isadora Libório; e "Mulher Papaya", de Camila Tarifa. Este último conquistou os prêmios de Melhor Roteiro e Melhor Filme pelo júri da crítica no 54º Festival de Cinema de Gramado, um reconhecimento importante para a produção nacional independente. Além dessas exibições, a cerimônia de abertura também apresentou um troféu criado por José Roberto Aguilar e incluiu a exibição do resultado das Oficinas de Cinema 60+, que envolveram 175 participantes em diversas cidades da região metropolitana de São Paulo e em outras cidades do estado.
Na quarta-feira, dia 22, o espaço Casa de Francisca foi palco de uma homenagem às obras de Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e à escritora Adélia Prado. O evento intitulado "Música, Poesia, Cinema e Arte" promoveu uma troca de experiências entre cinema, música e literatura, abordando temas como tempo e longevidade. Segundo a organizadora, Patricia Palumbo, o encontro contou com trechos de documentários como "Clementina", dirigido por Ana Rieper, "Elas no Singular", de Fabrizia Pinto, e "Meu Tempo É Hoje", de Izabel Jaguaribe, além da participação do artista José Roberto Aguilar, considerado uma referência na arte popular brasileira.
O festival também exibe uma mostra internacional, com filmes que abordam o envelhecimento, memória e cultura de diferentes países, incluindo obras de destaque como "Destino da Pele", de Marcela Bonfim, com estreia prevista para 2026, e outros títulos de regiões como Bahia, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Todas as sessões ocorrem em espaços como o Espaço Petrobras de Cinema, o Cine Favela, o Museu Lasar Segall e a Casa de Francisca, reforçando o caráter descentralizado da iniciativa.
Segundo os organizadores, haverá uma roda de conversa mediada por Imara Reis, com nomes como Magali Biff, Jacqueline Durans, Jorge Bodanzky e Luiz Carlos Merten, além de uma premiação dedicada ao melhor roteiro e à mostra competitiva de filmes de participantes com mais de 60 anos. Essas atividades pretendem estimular o diálogo sobre o papel das mulheres no audiovisual e a diversidade na produção cultural brasileira. As informações são da fonte oficial do evento e ainda não há confirmação de outras fontes.
O que sabemos?
- Festival gratuito em São Paulo promove cinema e cultura para idosos
- Programação inclui 21 filmes nacionais e internacionais
- Homenagem às obras de Clementina de Jesus, Paulinho da Viola e Adélia Prado
- Mostra internacional e atividades como oficinas e debates
- Filmes dirigidos por cineastas 60+ abordam temas diversos, incluindo memória e arte
Fontes
- G1 imprensa





