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Estudo revela detalhes inéditos sobre o funcionamento de ferrão de abelhas melíferas

Em apuração ?

Pesquisadores analisaram o mecanismo que permite à abelha entregar veneno de forma eficiente mesmo após o ferrão estar preso na pele do alvo

Imagem ilustrativa de um ferrão de abelha e suas partes internas
Imagem: ScienceAlert

Novo estudo publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences detalha como as abelhas melíferas (Apis mellifera) conseguem bombear veneno após o ferrão ficar preso na pele, usando um sistema mecânico inovador.

Um estudo recente, ainda não confirmado oficialmente por outras fontes, revelou detalhes surpreendentes sobre como as abelhas melíferas (Apis mellifera) conseguem continuar injetando veneno mesmo após o ferrão se desprender do corpo da abelha. Segundo informações divulgadas por uma publicação especializada na área de ciência, pesquisadores do mundo todo analisaram, com câmeras de alta velocidade, uma parte do ferrão que normalmente é descartada após a picada, em uma tentativa de compreender o funcionamento interno desse apêndice tão peculiar.

De acordo com o estudo, publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences e divulgado pelo site ScienceAlert, o ferrão da abelha possui um mecanismo de bombeamento interno inovador, que os pesquisadores descrevem como uma "micro-bomba de duplo pistão". Essa estrutura permite que a abelha continue injetando veneno na vítima mesmo após a parte do ferrão se desprender do seu corpo, algo que até então era pouco entendido. O equipamento foi observado em ação através de câmeras especiais, que registraram o ferrão perfurando uma gelatina que imitava a pele humana.

Segundo o entomologista que liderou a pesquisa, Fiorella Ramirez-Esquivel, da Universidade Macquarie, na Austrália, “quando uma abelha pica, ela injeta veneno que causa dor, mas o que poucos sabem é como esse veneno continua sendo bombeado por dentro do ferrão, mesmo após sua queda”. A equipe explicou que, dentro do ferrão, há uma câmara de uma espessura maior, onde ficam as válvulas que funcionam como pequenos pistões flexíveis. Esses válvulas alternam a sua inflagem e desinflagem, impulsionando os lancets — os pequenos dentes do ferrão — mais profundamente na pele, ao mesmo tempo em que bombeiam veneno. A estranha geometria dessas válvulas permite um fluxo contínuo, uma espécie de sistema de bombeamento autônomo que, ao contrário de outros insetos da mesma ordem Hymenoptera, usa um mecanismo mais avançado, semelhante a uma seringa moderna.

Segundo os pesquisadores, esse sistema é único nas abelhas operárias, não sendo observado em outros insetos desse grupo. Enquanto os outros usam contrações em ondas para impulsionar o veneno, o ferrão da abelha funciona como uma “micro-bomba de duplo pistão”, que consegue manter o fluxo contínuo mesmo após a separação do ferrão do corpo. Ainda que o estudo seja promissor, ele ainda está em fase inicial e aguarda validações adicionais. Uma coisa é certa: o que parecia ser um simples ferrão, revelou-se uma engenhosa máquina biológica, capaz de um funcionamento complexo e altamente eficiente na entrega de veneno. Essa descoberta pode abrir caminho para novas pesquisas sobre mecanismos de injeção de substâncias médicas ou químicas, além de ampliar o entendimento da biologia dessas insetos. No momento, o próprio grupo que realizou o estudo destaca que esses detalhes estavam ocultos até então, e que as imagens de alta velocidade permitiram uma visão mais aprofundada sobre a estratégia de ataque das abelhas.

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O que sabemos?

  • A pesquisa foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences.
  • O estudo analisou o funcionamento interno do ferrão usando câmeras de alta velocidade.
  • O mecanismo interno das abelhas é uma "micro-bomba de duplo pistão".
  • O sistema permite que a abelha continue bombeando veneno após o ferrão estar preso na pele.
  • O estudo é ainda preliminar e aguarda validação de outras fontes.

Fontes

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