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História de Antônio Carlos Santos de Jesus, entre samba, família e generosidade

Em apuração ?

De diretor de harmonia da Mocidade Alegre a pescador apaixonado, Antônio deixou legado de solidariedade e arte no samba paulistano

Antônio Carlos Santos de Jesus, nascido e criado no bairro do Limão, em São Paulo, foi diretor de harmonia da escola de samba Mocidade Alegre e carnavalesco do bloco Caprichosos do Piqueri. Conhecido pela generosidade e espírito aventureiro, dedicou-se ao samba e à pesca, deixando lembranças afetivas em sua família.

Antônio Carlos Santos de Jesus cresceu no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, em uma família numerosa com seis irmãos. Ele era o irmão do meio, entre três homens e três mulheres, que chegaram a dividir o mesmo quarto e tinham o hábito de dormir ouvindo músicas românticas na rádio Antena 1, recorda Luiz Carlos Santos de Jesus, seu irmão mais velho, de 51 anos, professor de percussão e serralheiro. Essa memória traduz a convivência familiar marcada por simplicidade e afeto.

Conhecido por sua rigidez e bravura, Antônio também era tido como justo, educado e dono de um coração enorme, segundo Luiz Carlos. Um episódio que ilustra sua generosidade foi quando cedendo seu cobertor a uma pessoa em situação de rua durante uma noite fria, mesmo passando frio em casa. Luiz Carlos comenta que "ele abria mão do conforto dele para ver outra pessoa melhor".

Na década de 1980, em 1987, impulsionado pelos irmãos Luiz Carlos e Jorge, Antônio começou a frequentar a escola de samba Mocidade Alegre, presente no bairro do Limão. Sua paixão pelo samba o levou a ocupar a função de diretor de harmonia da agremiação, responsável por garantir a coordenação do ritmo e da dança no desfile. Paralelamente, também atuou como carnavalesco do bloco Caprichosos do Piqueri, onde desenvolveu os desenhos e projetos dos carros alegóricos para sete edições do Carnaval paulistano. Conforme conta Luiz Carlos, Antônio assumia esses trabalhos por uma promessa feita, executando-os gratuitamente e com dedicação.

A última participação do artista no Carnaval de São Paulo foi em 2007, quando colaborou para a construção dos carros alegóricos da Mocidade Alegre. Mesmo após deixar de atuar diretamente, continuava torcedor fervoroso da escola, chegando a passar mal durante uma apuração das notas do desfile, evidenciando sua intensa ligação afetiva com a agremiação.

Além do samba, Antônio era um amante da pesca e da natureza. Junto com Luiz Carlos, formou uma sociedade para adquirir uma barraca que acomodava até oito pessoas, mostrando seu lado aventureiro e o apreço por momentos ao ar livre na companhia da família.

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O que sabemos?

  • Antônio Carlos Santos de Jesus foi diretor de harmonia da Mocidade Alegre e carnavalesco do bloco Caprichosos do Piqueri.
  • Nasceu e cresceu no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, em uma família de seis irmãos.
  • Era conhecido por sua generosidade, abrindo mão de seu conforto para ajudar pessoas em situação de rua.
  • Sua última participação no Carnaval paulistano foi em 2007, na construção dos carros alegóricos da Mocidade Alegre.

O que ainda não foi confirmado?

  • Informação divulgada apenas por Folha de S.Paulo; aguardando outras fontes.

Fontes

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