Documentário revela profundidade da relação de Aldir Blanc com sua esposa Mari de Sá Freire
Filme mostra aspectos íntimos e afetivos do compositor, incluindo impacto da saudade e o laço de quase 34 anos com Mari
A produção audiovisual 'Fui olhar você dormir', exibida no Festival do Rio 2026, traz à tona detalhes mais pessoais da vida de Aldir Blanc, especialmente sua relação com Mari de Sá Freire, com quem viveu quase três décadas. Uma narrativa sensível que evidencia o amor, a dependência emocional e os desafios enfrentados pelo artista.
Um novo documentário, intitulado 'Fui olhar você dormir', apresentado na programação do Festival do Rio 2026, mergulha na vida íntima do renomado compositor Aldir Blanc, morto em 2020, revelando aspectos até então pouco conhecidos de sua relação com a esposa Mari de Sá Freire. Segundo a fonte que acompanhou a obra, o filme estimula uma reflexão sobre o impacto emocional e afetivo que o artista vivenciou ao longo de seus quase 34 anos ao lado de Mari, com quem compartilhou uma história marcada por amor profundo, dependência emocional e momentos de sofrimento. O filme abre um relicário afetivo, exibindo cerca de dois mil bilhetes escritos por Aldir para Mari, além de uma vasta documentação de imagens de sua rotina familiar, principalmente captadas em fitas VHS e celulares, que servem como trilha sonora para as palavras do compositor.
De acordo com a fonte, uma passagem reveladora do filme mostra que Mari precisou interromper uma viagem ao Canadá e Estados Unidos em dezembro de 1994, porque Aldir, afetado por uma saudade intensa da esposa, começou a emagrecer rapidamente, chegando a perder alguns quilos em poucos dias. Essa reação, ainda não confirmada oficialmente, deixa evidente a profundidade do vínculo afetivo entre eles. Mari também compartilhou que, em seus relatos, descreveu Aldir como uma pessoa extremamente solitária, que muitas vezes recorria ao álcool para lidar com seus mecanismos de defesa. Segundo ela, o compositor não se achava bonito e se via como um 'patinho feio', apesar de sua sedução paradoxal, que ela mesma definiu como alguém que conseguiu conquistá-lo 'pelas orelhas e pelo cangote'.
O filme discute ainda os momentos de dificuldade de Aldir, marcado pelo envolvimento com o alcoolismo, uma luta que, segundo a narrativa, afetou sua relação de 34 anos com Mari. Entretanto, a presença dos netos na casa era considerada uma fonte de luz na vida do artista, emitindo uma espécie de esperança contra pensamentos destrutivos, que muitas vezes rondavam sua mente. Uma frase do próprio Aldir, citada na produção, demonstra esse contraste: ele chegou a escrever que a mulher que 'floriu seu caminho' estava se afastando, mesmo que seus sentimentos não partissem com ela. No fechamento do filme, a cerimônia de jogar cinzas de Aldir ao mar, ao som de uma versão em português de 'Moonlight serenade', de Glenn Miller, escrita pelo próprio compositor, reforça a mensagem de que o amor e a memória do artista transcenderam sua existência física. Segundo a fonte, essa obra é uma homenagem que retrata não apenas a genialidade de Aldir Blanc, mas também a intensidade de seu vínculo afetivo com Mari, tornando-se uma narrativa sensível e emocionante sobre o amor que permanece além da morte.
O que sabemos?
- Filme 'Fui olhar você dormir' retrata a relação íntima de Aldir Blanc com Mari de Sá Freire.
- A produção mostra os bilhetes escritos pelo compositor para Mari, como parte de seu relicário afetivo.
- Durante o filme, é revelado que Aldir ficou muito afetado pela saudade da esposa, chegando a emagrecer ao interromper viagem ao Canadá e Estados Unidos em 1994.
- Mari descreve Aldir como uma pessoa solitária, que usava mecanismos de defesa como o álcool e se via como um 'patinho feio'.
- O filme termina com uma cerimônia de despedida, jogando cinzas de Aldir ao mar ao som de uma música escrita pelo próprio artista.
Fontes
- G1 Pop & Arte imprensa

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