Economia

Lei do Combustível do Futuro promete impulsionar investimentos e gerar empregos no Brasil

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Legislação cria marco regulatório para combustíveis sustentáveis e deve mobilizar R$ 260 bilhões até 2037

Ilustração representando combustíveis sustentáveis e energia limpa
Imagem: CNN Brasil

A Lei do Combustível do Futuro, sancionada em 2024, estabelece novos parâmetros para o uso de biocombustíveis no Brasil, com potencial de mobilizar bilhões em investimentos e ampliar a geração de empregos, segundo fonte oficial.

A Lei do Combustível do Futuro, sancionada há quase dois anos e comemorada em 8 de outubro de 2026, representa um avanço significativo na política energética do Brasil ao criar um marco regulatório para combustíveis sustentáveis. Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a legislação deve favorecer a mobilização de cerca de R$ 260 bilhões em investimentos até 2037, fortalecendo o setor econômico e contribuindo para a transição energética do país.

Durante um seminário na Câmara dos Deputados, Silveira destacou que a lei trouxe maior segurança jurídica, permitindo a implementação de projetos de descarbonização. Entre as ações previstas estão o estímulo ao uso de biocombustíveis na aviação e transporte rodoviário, com metas de redução de emissões. Uma dessas medidas é a fase de testes do combustível com 32% de etanol na gasolina, conhecido como E32, que deve durar 180 dias, conforme decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A legislação permite que o teor de etanol anidro na gasolina possa chegar a 35%, além de ampliar a participação do biodiesel no diesel, até 25%, atendendo a critérios técnicos.

Silveira também afirmou que a lei tem potencial para gerar aproximadamente 200 mil empregos e evitar a emissão de 705 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. Os projetos que envolvem combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde já totalizam cerca de R$ 28 bilhões em investimentos, com uma capacidade produtiva de 4,4 bilhões de litros por ano. Além disso, o setor de biometano, produzido a partir de fontes orgânicas, está em crescimento, com 21 plantas autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), produzindo 1,3 milhão de metros cúbicos por dia, e mais 48 em processo de autorização.

O Plano Decenal de Energia (PDE) 2035 também aponta 37 projetos de biometano, totalizando um investimento de R$ 5,4 bilhões na cadeia produtiva. Segundo fontes da CNN Brasil, esses avanços na regulamentação têm potencial de transformar o cenário energético brasileiro, conciliando desenvolvimento econômico, segurança energética e redução de emissões. Ainda não há confirmação oficial de que todos esses números sejam definitivos, e o governo mantém atenção às próximas etapas de implementação da legislação.

Para os próximos anos, a legislação prevê metas progressivas, como a ampliação do uso de SAF e diesel verde. A partir de 2027, os operadores aéreos deverão reduzir em 1% as emissões dos voos domésticos mediante o uso de SAF, meta que será ampliada até atingir 10% em 2037, conforme o planejamento do setor de aviação sustentável. Assim, a lei busca promover uma transição responsável para combustíveis mais limpos e eficientes, com impactos econômicos, ambientais e sociais ainda em avaliação pelos especialistas.

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O que sabemos?

  • A lei foi sancionada em outubro de 2024.
  • Ela deve mobilizar R$ 260 bilhões em investimentos até 2037.
  • O setor de combustíveis sustentáveis já tem R$ 28 bilhões em projetos mapeados.
  • Projetos de biometano envolvem 21 plantas autorizadas pela ANP, produzindo 1,3 milhão de m³/dia.

Fontes

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