Economia

Conselho da Helbor aprova oferta de compra pela HBR para fechamento de capital

Informações checadas ?

Empresa do grupo Borenstein propõe troca de ações sem movimentar dinheiro vivo

Imagem: Folha de S.Paulo

O conselho de administração da Helbor recomenda aos acionistas aceitar a oferta da HBR Realty, que prevê troca de ações e visa deixar a bolsa de valores brasileira. Decisão foi unânime, com duas ausências por conflito de interesses.

Pela primeira vez, o conselho da incorporadora Helbor recomenda que seus acionistas aceitem uma oferta de compra proposta pela HBR Realty, empresa que também faz parte do mesmo grupo familiar Borenstein. A decisão veio na terça-feira (20), e a proposta visa que a Helbor feche seu capital na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), consolidando o controle da HBR.

Segundo informações divulgadas, a operação não envolveria pagamento em dinheiro, mas uma troca de ações: para cada papel da Helbor, o acionista que aderir receberá 0,8155 de uma ação da HBR. A avaliação dos papéis foi feita por uma consultoria especializada, a Apsis, que calculou diferentes valores: pelo patrimônio líquido, a ação da Helbor valeria R$ 10,91, enquanto pelo fluxo de caixa descontado, o valor seria de R$ 3,95. A média das cotações na bolsa nos últimos 90 dias úteis foi usada como base para o preço justo, levando em consideração a queda no valor das ações ao longo do primeiro semestre, o que resultou na oferta de R$ 2,52 por cada ação da Helbor, ou seja, um desconto de 12,8% em relação à média dos últimos 12 meses, de R$ 2,89. Ainda, a avaliação foi respaldada por uma opinião independente do Bradesco BBI.

Na proposta, fica claro que, a princípio, a troca não envolve recurso financeiro direto, apenas troca de papéis, o que sugere uma estratégia de reestruturação corporativa do grupo. Henrique e Henry Borenstein, membros do conselho, optaram por se abster da votação devido ao conflito de interesses, enquanto os demais cinco conselheiros aprovaram por unanimidade o parecer favorável à operação.

Apesar de o conteúdo parecer técnico, o impacto da decisão é significativo: ao fechar o capital, a Helbor deixa de ser uma companhia listada na bolsa, o que pode alterar suas perspectivas de mercado e formas de captação de recursos no futuro. A operação ainda precisa passar por aprovação dos acionistas e eventuais obstáculos regulatórios, e a própria empresa não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos ou detalhes adicionais ainda não confirmados oficialmente.

O movimento é visto por alguns analistas como uma tentativa de consolidar o controle da família Borenstein sobre as operações, reduzindo a exposição pública da Helbor e buscando maior autonomia na gestão de seus imóveis comerciais e residenciais. Ainda assim, especialistas destacam que esse tipo de operação pode ter implicações futuras para investidores e o mercado imobiliário brasileiro, cuja situação de liquidez e valorização pessoal ainda estão em análise. Quaisquer desdobramentos mais detalhados dependerão de decisões regulatórias e do próprio grupo Borenstein, que ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Publicidade

O que sabemos?

  • A Helbor recomenda aos acionistas aceitar a oferta da HBR Realty para fechamento de capital.
  • A proposta é trocarem ações, com uma taxa de troca de 0,8155 ações da HBR por cada ação da Helbor.
  • O valor oferecido por ação da Helbor é R$ 2,52; para a HBR, R$ 3,09.
  • A avaliação das ações foi feita por uma consultoria (Apsis), usando critérios de patrimônio líquido e fluxo de caixa descontado.
  • A média de preços na bolsa nos últimos 90 dias úteis foi usada como referência, com desconto de 12,8%.
  • O conselho não se pronunciou oficialmente sobre os próximos passos.
  • Henrique e Henry Borenstein se abstiveram da votação devido ao conflito de interesses.

Fontes

Publicidade