Economia

Taxa de formalização de negócios cresce no Brasil, mas ainda há desafios

Em apuração ?

Segundo o IBGE, mais empresas e trabalhadores individuais passaram a registrar CNPJ em 2025, embora parcela significativa continue sem formalidade.

Mapa do Brasil destacando regiões com maior formalização de empresas
Imagem: G1

Apesar do avanço na formalização, 65% dos empregadores e autônomos ainda não possuem CNPJ. Dados do IBGE indicam uma melhora na formalidade, com destaque para regiões e grupos específicos.

Na contramão de dificuldades econômicas e burocráticas, o Brasil apresentou um recorde na formalização de negócios em 2025. Dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (23) mostram que, neste ano, 35% dos empregadores e trabalhadores por conta própria tinham registro formal no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), um aumento significativo em relação aos 24% registrados em 2012, início da série histórica.

A pesquisa, que traz o perfil do mercado de trabalho do país, aponta que a maior parte desse avanço foi puxada pelos trabalhadores por conta própria. Entre eles, a taxa de formalização cresceu de 15% para 27,1% no mesmo período, atingindo o maior nível da série. Ainda assim, mais de 70% dessa categoria permanece sem registro formal. Ainda segundo o estudo, mais da metade (50,8%) dos trabalhadores com ensino superior completo eram formalizados em 2025, um marco que demonstra o avanço na inclusão de profissionais mais instruídos na economia formal.

O levantamento também revela diferenças importantes de acordo com o sexo e a região. Em 2025, 36,7% das mulheres ocupadas, seja como empregadoras ou autônomas, tinham CNPJ, enquanto essa proporção era de 34,2% entre os homens. Em 2012, a diferença era mínima, de 0,6 ponto percentual, mas cresceu ao longo dos anos, chegando a 2,5 pontos em 2025. Em relação às regiões, o Sul apresentou a maior taxa de formalização, com 46,7%, enquanto o Norte e o Nordeste continuam com os percentuais mais baixos, de 15,6% e 20,1%, respectivamente.

O Centro-Oeste conquistou o maior crescimento na formalização desde 2012, passando de 27,3% para 41,6%, uma alta de 14,3 pontos percentuais. No Sudeste, o avanço foi de 11,2 pontos, atingindo 41,6%, enquanto no Nordeste, o crescimento foi menor, de 8,3 pontos, chegando a 20,1%. Os principais setores de atividade com maior presença de registros formais são o comércio e reparação de veículos, com 36,7%, seguidos pelos serviços (33,5%), indústria geral (22,8%) e construção (14,8%).

Apesar do progresso, ainda há um longo caminho a percorrer para ampliar a formalização, dada a resistência ou dificuldades de abertura de empresas e regularização por parte de muitos autônomos e pequenos empresários. As informações ressaltam que, embora a tendência seja de crescimento, aproximadamente 65% dos empregadores e autônomos não possuem CNPJ, o que limita acesso a benefícios e incentivos fiscais, além de dificultar a formalização de uma economia mais inclusiva.

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O que sabemos?

  • A formalização no Brasil atingiu 35% em 2025, aumento de 11 pontos percentuais desde 2012.
  • Mais de 70% dos trabalhadores por conta própria ainda não possuem CNPJ.
  • Região Sul lidera em formalização, com 46,7%.
  • Mais da metade dos trabalhadores com ensino superior completo formalizaram seus negócios.
  • O crescimento na formalização foi maior no Centro-Oeste, de 27,3% para 41,6%.

Fontes

  • G1 imprensa
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