Imagem inédita do amanhecer em Marte revela detalhes de penhascos e camadas geológicas
Fotografia do rover Curiosity mostra perspectivas do solo marciano ao início do dia
Uma imagem panorâmica capturada pela missão Curiosity mostra o céu marciano ao amanhecer, destacando penhascos e formações rochosas antigas. A foto, feita sem ajustes de cor, fornece novos insights sobre a história geológica do planeta vermelho.
Segundo a NASA, uma imagem panorama do planeta Marte, registrada pelo rover Curiosity às 8h30 (horário local marciano), revela detalhes até então pouco vistos do céu e da superfície marciana ao amanhecer. A foto, composta por seis imagens combinadas, foi capturada pela câmera Mastcam e mostra um cenário com impressionantes tons de azul na parte frontal, enquanto a luz do sol ilumina os penhascos conhecidos como "yardangs" no horizonte. A imagem foi divulgada como um panorama integral, sem ajustes de balanço de branco, preservando assim a aparência natural do início da manhã marciana.
De acordo com a fonte, a camada de yardangs — formações rochosas formadas pelo desgaste causado pelo vento ao longo do tempo — se estende por aproximadamente 16 quilômetros na porção noroeste do Monte Sharp, uma montanha de cerca de 5 quilômetros de altura. O rover, que desde 2014 escala essa montanha, recentemente atingiu a marca de 1 quilômetro de altitude, tornando-se o ponto mais alto já alcançado por uma missão na superfície de Marte. O Monte Sharp é composto por várias camadas geológicas, cada uma representando períodos distintos da história marciana, incluindo eras em que rios e lagos cobriam o planeta, deixando minerais salgados após o secamento da água.
Segundo Ashwin Vasavada, cientista do projeto Curiosity no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, “a camada de yardang parece deslocada. Tem a cor errada, as camadas estão inclinadas num ângulo estranho e quase parece que foi colada ali”. Ainda segundo ele, a origem dessa formação é incerta, mas uma hipótese sugere que ela possa ser composto de cinza resultante de antigas erupções vulcânicas. Vasavada destaca que o estudo dessas formações é importante para entender a história geológica marciana, especialmente no que diz respeito ao período de secagem da água na região.
O rover Curiosity está em sua quinta missão estendida, que começou explorando as cristas em forma de teia de aranha e, por ora, passará a maior parte do próximo ano investigando camadas ricas em sulfatos e carbonatos — indícios de secagem antiga na superfície. Os cientistas esperam que, em algum momento de 2027, o Curiosity alcance a base dos yardangs, momento em que poderá usar seu braço robótico para coletar amostras que possam esclarecer ainda mais a origem dessas formações misteriosas e, quem sabe, maiores detalhes sobre a possível presença de antigas condições de vida em Marte.
O que sabemos?
- Imagem do rover Curiosity mostra céu marciano ao amanhecer.
- Penhascos chamados yardangs estão no horizonte, com cerca de 16 km de extensão.
- O rover atingiu 1 km de altitude na escalada do Monte Sharp, recorde na missão.
- Camadas geológicas do Monte Sharp indicam períodos antigos de rios e lagos.
- A formação de yardangs pode estar relacionada a cinzas de antigas erupções vulcânicas.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





