Ciência

Forças internas do planeta podem ter congelado a Antártica há 34 milhões de anos

Em apuração ?

Nova pesquisa indica que ondas no manto terrestre contribuíram para o surgimento da calota de gelo permanente no continente

Imagem ilustrativa do manto terrestre elevando a crosta da Antártica
Imagem: Aventuras na História

Estudo recente sugere que além de mudanças climáticas e oceânicas, movimentos vindos do interior da Terra elevaram regiões da Antártica, facilitando o acúmulo de gelo na transição entre o Eoceno e o Oligoceno.

Por volta de 34 milhões de anos atrás, a Antártica passou por uma transformação radical: deixou de ser um continente relativamente livre de gelo para se tornar uma vasta extensão coberta por uma calota de gelo permanente. Durante muito tempo, especialistas atribuíram essa mudança principalmente à queda nos níveis de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera e à abertura de passagens oceânicas que ajudaram a isolar termicamente o continente. No entanto, uma pesquisa geofísica recente introduz um novo elemento nessa história: forças que vêm do interior da Terra podem ter desempenhado um papel decisivo nesse processo.

Segundo estudo citado pelo portal Aventuras na História, os pesquisadores utilizaram modelagem computacional para analisar o comportamento do manto terrestre – a camada logo abaixo da crosta – que, embora sólido, age como um fluido extremamente viscoso ao longo de milhões de anos. Conforme placas tectônicas antigas afundam ou se rompem nas profundezas do planeta, elas desencadeiam ondas lentas de variações de temperatura e densidade que se propagam pelo manto. A investigação sugere que justamente no período do início da glaciação da Antártica, uma dessas grandes ondas atingiu a crosta do continente.

Esse movimento teria provocado uma elevação topográfica de centenas de metros em áreas estratégicas, alterando o relevo. O aumento da altitude nessas regiões teria criado condições térmicas mais favoráveis para o acúmulo de gelo, já que a neve passaria a resistir melhor ao derretimento nos meses de verão. Tal cenário indica que a formação da calota de gelo antártica não foi resultado apenas de fatores atmosféricos e oceânicos, mas também de dinâmicas profundas dentro do planeta.

Vale destacar que esta hipótese, embora promissora, ainda não foi confirmada por outras fontes além do Aventuras na História, e o estudo original segue sem divulgação ampla. Portanto, é importante considerar essa nova visão com cautela até que mais pesquisas corroborem esses resultados.

De todo modo, o potencial papel das forças internas da Terra acrescenta uma dimensão inédita à compreensão da história geológica da Antártica e dos complexos mecanismos que moldam nosso planeta. Compreender melhor esses processos pode ajudar a entender, em uma escala muito ampla, como mudanças internas podem influenciar climas e ecossistemas terrestres ao longo do tempo.

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O que sabemos?

  • A Antártica se transformou em um continente permanentemente coberto por gelo há cerca de 34 milhões de anos.
  • A queda do CO₂ e a abertura de passagens oceânicas foram fatores já conhecidos para o início da glaciação.
  • Pesquisadores afirmam que ondas lentas no manto terrestre elevaram partes da superfície da Antártica, favorecendo o congelamento.
  • Essa pesquisa foi divulgada pelo portal Aventuras na História, mas ainda não confirmada por outras fontes.

Fontes

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