Carro de quase 100 anos é destaque em musical em Belo Horizonte
Ford Model A de 1928 faz parte da cenografia do espetáculo 'Conduzindo Miss Martino'
Um antigo Ford Model A, de 1928, foi utilizado de forma inédita no palco do musical em BH, levando mais de uma tonelada de história ao teatro.
Na cidade de Belo Horizonte, um detalhe chamou a atenção durante a estreia do musical 'Conduzindo Miss Martino', que aconteceu na quinta-feira (3). Um Ford Model A de 1928, um dos carros mais emblemáticos da era do rádio e quase um século de idade, foi utilizado como parte da cenografia do espetáculo. Segundo a produção, o veículo foi emprestado por Márcio Dellane Brant, pai do maestro da orquestra que acompanha o musical. A peça, que remete às aventuras dos road movies, integra o Ford como se fosse um palco dentro do palco, representando o veículo de uma personagem durante uma viagem que envolve humor, conflitos e descobertas.
O carro, de cor azul escuro brilhante e com todas as peças originais, pesa mais de uma tonelada. Para garantir sua permanência no palco, foi necessária a instalação de vinte escoras sob a estrutura de suporte. A chegada do automóvel ao teatro também demandou uma logística especial: por questões de segurança e para evitar danos mecânicos, o Ford foi transportado por guincho, ainda não confirmado oficialmente se por uma empresa especializada ou uma equipe própria. A produção informou que, embora em perfeito funcionamento, o veículo não foi conduzido até o palco, justamente por cautela com a antiguidade do modelo.
Segundo Felipe Guimarães, produtor executivo do musical, "além da raridade das peças, são poucos os profissionais capazes de realizar a manutenção de modelos tão antigos". O espanto com a presença do Automóvel é ainda maior diante da dificuldade de manter e transportar um carro de quase 100 anos, que carrega um valor histórico e estético considerável. O Ford Model A é conduzido na narrativa pelo personagem de Pedro Vianna, um barítono, enquanto a diva Vitória de Martino, interpretada pela soprano Fabíola Protzner, embarca na viagem de Belo Horizonte ao Rio de Janeiro, onde participará de uma transmissão ao vivo da Rádio Nacional.
Por enquanto, a iniciativa de integrar um veículo tão antigo e valioso ao espetáculo ainda não teve confirmação oficial de outros profissionais ou entidades além da produção do musical. A história do carro, sua tradição e as trajetórias que carregam, porém, ganham nova vida ao serem exibidas na cena cultural de BH, despertando a curiosidade de quem gosta de história automotiva e do teatro ao mesmo tempo.
O que sabemos?
- Ford Model A, de 1928, foi usado como parte da cenografia do musical em BH.
- O carro foi emprestado por Márcio Dellane Brant, pai do maestro da orquestra do espetáculo.
- Para manter o veículo no palco, foram instaladas vinte escoras de sustentação.
- A chegada do automóvel ao teatro foi feita por guincho, por questões de segurança.
- O carro pesa mais de uma tonelada e possui peças originais.
Fontes
- G1 imprensa




