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Urso macho mata filhotes de parceira antes de acasalar, comportamento que preocupa especialistas

Em apuração ?

Fenômeno, conhecido como infanticídio sexualmente selecionado, animou estudos sobre estratégias reprodutivas na vida selvagem

Ilustração de ursos em comportamento de ataque às crias
Imagem: CNN Brasil

Segundo fontes, comportamentos de ataque de ursos machos a filhotes da mesma espécie parecem ter motivação evolutiva ligada à reprodução. Cientistas investigam esse fenômeno pouco comum, que tem impacto direto na dinâmica dos habitats de ursos.

Um comportamento curioso e, para muitos, brutal, tem chamado a atenção dos estudiosos da vida selvagem: ursos machos costumam atacar e matar os filhotes das parceiras antes de passar pelo ciclo de acasalamento. Essa prática, ainda não completamente compreendida, parece ser uma estratégia evolutiva para garantir a transmissão de seus próprios genes, uma concepção conhecida como infanticídio sexualmente selecionado, segundo fontes especializadas.

De acordo com a análise de um estudo divulgado por uma fonte confiável, esse comportamento é mais comum em três espécies principais de ursos, que apresentam sistemas de acasalamento poligâmicos e temporadas de reprodução bastante curtas. A lógica parece simples: ao eliminar os filhotes existentes, o urso macho promove a interrupção da fase de lactação da fêmea, conhecida como amenorréia lactacional, fazendo com que ela retome o ciclo reprodutivo em algumas semanas, facilitando o acasalamento. Assim, ao matar os filhotes, o macho não precisa esperar até que eles cresçam para tentar reproduzir-se com a mesma parceira, otimizando suas chances.

Os animais fêmeas tentam, por sua vez, adotar estratégias de defesa para proteger seus filhotes. Segundo a mesma fonte, elas conhecem esse hábito dos machos e utilizam táticas como ataques físicos, isolamento territorial, preferindo áreas menos acessíveis — como encostas íngremes, florestas densas ou regiões próximas a áreas humanas — e até mesmo o ato de subirem em árvores altas, dificultando a ação dos machos mais pesados. Além disso, fêmeas também praticam uma forma de reprodução sexual plural, acasalando-se com vários machos na mesma temporada de cio, o que ajuda a confundir os machos quanto à paternidade, reduzindo a probabilidade de ataques.

Vale destacar que esse comportamento, embora documentado, não ocorre em todas as espécies de ursos. Por exemplo, o panda, conhecido por sua dieta quase exclusiva de bambu e comportamento mais solitário, apresenta uma menor incidência de infanticídio. Ainda assim, especialistas ressaltam que os ataques de machos às crias são mais frequentes em espécies com altas taxas de ataque e sistema social mais aberto, o que aumenta o risco de conflitos fatais. Essa constatação reforça a complexidade do comportamento animal e levanta debates sobre os impactos destas estratégias na sobrevivência da espécie e na constituição dos territórios selvagens, que frequentemente se sobrepõem com áreas humanas, potencializando riscos e desafios de conservação.

Segundo uma fonte especializada, ainda não há confirmação oficial de que esses comportamentos estejam se intensificando, mas a observação desses ataques reforça a necessidade de estudos mais aprofundados para compreender as motivações biológicas e ambientais por trás dessa estratégia. O fenômeno, que instiga a curiosidade sobre o instinto animal e suas ações na natureza, permanece sob análise e discussão entre ecologistas e biólogos que buscam entender como esses comportamentos impactam o equilíbrio dos ecossistemas de ursos.

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O que sabemos?

  • Machos de ursos matam filhotes de parceiras antes do acasalamento.
  • Prática conhecida como infanticídio sexualmente selecionado.
  • Motivação evolutiva ligada à reprodução rápida e eficiente.
  • Fêmeas adotam defesas como isolamento e trepadas para proteger os filhotes.

Fontes

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