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Unicamp Aprova Mudanças na Gestão da Saúde para Expandir Seus Campi

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Universidade de Campinas planeja crescimento enquanto enfrenta desafios financeiros e propõe criar autarquia própria para sua área de saúde

Estudantes e professores em frente ao campus da Unicamp, em Campinas
Imagem: Folha de S.Paulo

A Unicamp, aos 60 anos, busca ampliar sua atuação com novas faculdades e melhorias estruturais, mas enfrenta entraves no orçamento, especialmente na gestão de sua área de saúde, que responde por uma parte significativa de seus recursos.

Aos 60 anos, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) projeta um novo ciclo de expansão, com planos de abrir uma nova Faculdade de Medicina em Piracicaba e uma Faculdade de Direito em Campinas. No entanto, o crescimento depende de uma mudança administrativa significativa, especialmente na gestão da sua área de saúde, que atualmente representa cerca de 26% do orçamento total da instituição.

Segundo fontes, a proposta aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em dezembro de 2025 prevê a criação de uma autarquia própria para administrar o complexo de saúde da universidade, incluindo o Hospital de Clínicas. Essa autarquia vinculada à Secretaria Estadual de Saúde manteria o atendimento integral pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia é que essa nova gestão permita maior autonomia e eficiência na administração dos recursos destinados à saúde, que, em 2025, consumiram aproximadamente R$ 1,1 bilhão do orçamento anual.

O reitor Paulo Cesar Montagner, conhecido como Cesinha, defende a mudança como um “projeto de Estado”, que deve ultrapassar sua gestão e os futuros reitores. Segundo ele, essa estrutura ajudará a garantir a continuidade do atendimento e a sustentabilidade financeira da universidade. Ainda segundo o reitor, a gestão atual do complexo de saúde, que inclui o Hospital de Clínicas, passou por dificuldades e necessita de uma reformulação para acompanhar as demandas de uma instituição que nasceu, décadas atrás, em barracos de madeira e metal improvisados em um antigo canavial de Campinas.

Embora a proposta tenha sido aprovada por uma maioria apertada —41 votos contra 34— ela gerou protestos de servidores e estudantes, que expressaram preocupações relacionadas à autonomia e às possíveis mudanças na gestão do atendimento ao público. O passo seguinte depende agora do aval do governo do estado de São Paulo, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto. A medida é vista como um esforço para equilibrar as dificuldades financeiras da universidade com sua vontade de crescer e modernizar seus campi, em um momento em que o orçamento da educação pública vem sendo constantemente desafiado.

Essa reestruturação financeira e administrativa, que ainda depende de aprovação final, representa uma tentativa de garantir o futuro da Unicamp, uma das maiores e mais respeitadas universidades do Brasil, enquanto busca ampliar sua presença no interior paulista. Ainda não há uma data definida para a implementação total das mudanças, mas o tema está entre as principais discussões nas esferas acadêmicas e políticas do estado, sinalizando sua importância para o desenvolvimento da educação superior na região.

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O que sabemos?

  • A Unicamp planeja expandir seus campi no interior de São Paulo.
  • A proposta aprovada pelo Conselho Universitário envolve criar uma autarquia para a área de saúde.
  • A gestão do hospital de Clínicas e do complexo de saúde passaria a ser autônoma, ligada à Secretaria de Saúde do estado.
  • Em 2025, a área de saúde consumiu cerca de R$ 1,1 bilhão do orçamento da universidade.
  • A mudança ainda precisa do aval do governo do estado de São Paulo.

Fontes

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