Prefeitura e Governo discutem fechamento de túnel do Anhangabaú após alagamentos em São Paulo
Moradores enfrentaram transtornos e autoridades avaliam protocolos de segurança em eventos de chuva forte
Após enchente no túnel do Anhangabaú, Tarcísio de Freitas criticou a ausência de fechamento durante a chuva. Prefeito também falou sobre medidas para melhorar a drenagem na região.
Na última quarta-feira (14), São Paulo enfrentou fortes chuvas que resultaram em alagamentos e caos no trânsito da capital. Entre os locais mais afetados, o túnel do Vale do Anhangabaú foi o centro das atenções, ficando completamente inundado e deixando vários veículos e pessoas ilhadas. Segundo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, a situação poderia ter sido evitada se o túnel tivesse sido fechado antes, durante o evento de precipitação intensa. Em discurso durante o lançamento da Operação El Niño, ele afirmou que "o túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado" e explicou que, mesmo com sistemas de bombeamento, a capacidade de escoamento não é suficiente para suportar o volume de água que caiu na cidade naquele dia.
Segundo Tarcísio, o alerta para a chuva foi dado, mas a decisão de não fechar o túnel acabou agravando a situação, com carros flutuando e pessoas ficando ilhadas no local. Ele ressaltou que a cidade de São Paulo possui mais de 300 cursos d’água, o que torna a gestão do volume de água uma tarefa complexa, sobretudo em dias de chuva extrema. Ainda de acordo com o governador, a administração pública precisa estar mais preparada para essas ocorrências, inclusive reforçando a infraestrutura e os protocolos de segurança. A prefeitura, responsável pelo gerenciamento do túnel, ainda não se pronunciou oficialmente sobre a questão, mas uma nota divulgada indicou que uma investigação interna está em andamento.
O prefeito Ricardo Nunes, em entrevista coletiva na mesma semana, explicou que o sistema de drenagem do túnel conta com bombas e monitoramento em tempo real, e que a decisão de fechar as pistas é tomada com base nas condições do tráfego e do clima. Ele também afirmou que a administração quer melhorar os protocolos existentes e já avalia a possibilidade de ampliar a capacidade de bombeamento na região. Apesar dos esforços, o impacto do volume de chuva neste episódio foi considerado gigantesco, causando prejuízos a pelo menos 12 carros e 2 ônibus, além de deixar pessoas refugiadas em cima dos veículos dentro do túnel, como mostrou a cobertura da CNN Brasil.
Por enquanto, ainda não há uma confirmação oficial de que ações adicionais já estejam em andamento para evitar futuros incidentes semelhantes, mas a discussão sobre a eficiência dos sistemas de drenagem e as decisões de fechamento de vias durante eventos climáticos extremos promete continuar. Tanto Tarcísio quanto Nunes reforçaram a necessidade de que a cidade aprenda a lidar melhor com as mudanças decorrentes do fenômeno El Niño, que costuma aumentar a frequência e intensidade de chuvas na região Sudeste do país, e que protocolos mais rígidos podem salvar vidas em situações de risco como essa.
O que sabemos?
- O túnel do Anhangabaú ficou alagado após forte chuva em São Paulo.
- Governador Tarcísio de Freitas afirmou que o túnel não deveria ter sido aberto durante a chuva.
- Segundo ele, a capacidade de bombeamento do sistema não foi suficiente para escoar toda a água.
- Prefeito Ricardo Nunes disse que o sistema de drenagem inclui bombas e monitoramento.
- Pelo menos 12 carros e 2 ônibus ficaram danificados na inundação.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





