Brasil

Projeto de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas avança no Senado

Em apuração ?

Mudança na escala de trabalho poderá afetar empresas e trabalhadores, com novos direitos e obrigações

Ilustração de uma sala de reunião com parlamentares discutindo projetos
Imagem: G1

A proposta que visa reduzir a carga horária semanal e garantir dois dias de descanso remunerado ainda precisa passar por votação no Senado. Caso aprovada, mudanças ocorrerão sem diminuição salarial.

Segundo informações da reportagem do G1, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com garantia de dois dias de descanso remunerado, avançou mais uma etapa no Senado Federal nesta quarta-feira (2). A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do órgão aprovou o texto, que já havia sido aprovado na Câmara dos Deputados em dois turnos, e agora segue para novas votações no plenário do Senado.

A PEC também estabelece a eliminação da escala de trabalho 6x1 - ou seja, seis dias de trabalho seguidos por um dia de folga, uma regra comum em muitos setores. Segundo o relator do projeto na CCJ, senador Omar Aziz, o texto rejeitou todas as 36 emendas apresentadas ao longo da análise, mantendo o foco na redução da jornada para 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias, com dois dias de descanso, sendo preferencialmente aos domingos. Ainda não há confirmação de que a mudança será definitiva, pois a proposta precisa ser aprovada em mais dois turnos pelo Plenário do Senado.

De acordo com o texto, a redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais acontecerá de forma progressiva, passando por um período de transição. Além disso, a proposta garante que não haverá diminuição de salários ou pisos salariais das categorias. Isso quer dizer que, mesmo com menos horas de trabalho, os trabalhadores manterão seus vencimentos atuais.

Para as empresas, a mudança implicará em uma adaptação nas escalas de trabalho, rotinas de controle de jornada e reorganização de equipes, sem a necessidade de alterar contratos de trabalho atuais de imediato, embora negociações coletivas possam definir ajustes específicos em categorias com escalas especiais ou atividades contínuas. Segundo o advogado Jorge Soares, especialista em direito do trabalho, "a redução de 44 para 40 horas, sem redução de salário, eleva em aproximadamente 10% o custo da hora trabalhada." Assim, há uma expectativa de aumento nos custos empresariais, o que pode impactar setores variados.

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A transição para essa nova configuração de jornada também levantou dúvidas entre trabalhadores e empregadores. O projeto prevê que os dois dias de folga por semana deverão, preferencialmente, incluir o domingo, embora detalhes sobre a implementação prática ainda não estejam completamente definidos. Outra questão que pesa é sobre horas extras e banco de horas, temas que provavelmente passarão por negociação coletiva para definir regras específicas, caso a PEC seja aprovada e promulgada.

Por enquanto, o cenário permanece incerto, já que o texto ainda aguarda análise em etapas finais do Senado e precisa ser sancionado pelo Congresso Nacional. Ainda não há, por exemplo, confirmações oficiais sobre o cronograma de implementação, os critérios para categorias com escalas especiais ou as mudanças específicas em contratos de trabalho. Assim, a reforma na legislação trabalhista, se concretizada, marcará uma mudança significativa na rotina de muitos trabalhadores e empresas brasileiras. A expectativa é que, caso tudo se confirme, as mudanças entrem em vigor após a aprovação final e promulgação do texto no Congresso.

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O que sabemos?

  • A PEC que reduz a jornada de 44 para 40 horas foi aprovad na CCJ do Senado e ainda precisa passar por mais votações.
  • A proposta garante dois dias de descanso remunerado, preferencialmente aos domingos.
  • A transição ocorrerá de forma gradual, sem redução de salários.
  • Empresa terá que reorganizar escalas e jornadas, mas não necessariamente alterar contratos imediatamente.
  • A redução de horas aumentará aproximadamente 10% no custo de cada hora trabalhada.

Fontes

  • G1 imprensa
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