Brasil

Rio de Janeiro se prepara para o impacto do El Niño com ações de prevenção e tecnologia

Em apuração ?

Estado enfrenta previsão de períodos de seca e chuvas intensas, reforçando estruturas de emergência

Montagem de mapa do Rio de Janeiro com ações de monitoramento e defesa civil
Imagem: G1

O Rio de Janeiro está se preparando para os efeitos do fenômeno climático El Niño, que deve alterar o padrão de chuvas e temperaturas. Medidas incluem reforço da Defesa Civil, uso de drone de alta tecnologia e monitoramento de incêndios florestais.

O estado do Rio de Janeiro está se mobilizando para enfrentar os possíveis efeitos do El Niño, fenômeno climático que, segundo previsões, deverá provocar uma combinação de períodos de seca e chuvas intensas ao longo do próximo semestre. A expectativa dos meteorologistas é de chuvas mais frequentes em setembro e outubro, seguidas por temporadas de estiagem, com potencial de intensificação no verão, o que aumenta a preocupação com eventuais desastres naturais.

Para se preparar, o governo do estado reforçou suas ações de prevenção e resposta às emergências. Uma das principais medidas foi a criação, no final do ano passado, de uma Força Especializada da Defesa Civil, composta por cerca de 200 militares. Conforme explicou um oficial envolvido na operação, esses agentes recebem treinamentos específicos que lhes permitem montar bases operacionais rapidamente em áreas atingidas por eventos extremos, além de atuar na coordenação de esforços de resposta durante crises.

Durante simulações realizadas na região, uma das atividades envolveu a transformação de estruturas temporárias em gabinetes de crise, onde diferentes órgãos do governo monitoram dados em tempo real. Segundo o tenente-coronel Gilvane Dias, oficial da força especializada, "aqui a gente tá simulando uma casa que tá num local isolado, precisando de apoio. O analista faz um relatório, chega na mão da autoridade; a autoridade, com base nas informações produzidas pelo especialista, toma a decisão".

Outro destaque nas estratégias de monitoramento envolve um superdrone avaliado em cerca de R$ 3 milhões, que será utilizado para acompanhar áreas de difícil acesso e transporte de objetos, ajudando na vigilância de incêndios florestais e riscos ambientais. A possibilidade de estiagem mais prolongada levou o governo federal a montar um grupo de especialistas, composto por ministérios, institutos de pesquisa e universidades, que atuam no monitoramento de eventos extremos relacionados ao El Niño. Além disso, foi retomada a Sala de Situação para Incêndios Florestais, além de ter sido ampliado o número de brigadistas envolvidos na prevenção e combate às queimadas.

No entanto, ainda há desafios a serem superados. Segundo informações do G1, o governo do estado indicou, no fim de agosto, as áreas prioritárias para ações de prevenção, mas dois documentos essenciais recomendados pelo Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que deveriam ser enviados até o dia 6 de agosto, ainda não teriam sido entregues. O motivo dessa pendência ainda não foi confirmado oficialmente.

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O que sabemos?

  • O Rio de Janeiro se prepara para os efeitos do El Niño, com previsão de chuvas e seca.
  • O estado reforçou a Defesa Civil com 200 militares e o uso de um superdrone de R$ 3 milhões.
  • Durante o ano passado, foi criada a Força Especializada da Defesa Civil.
  • Um comitê com 18 órgãos foi formado em julho para monitorar riscos.
  • Dois documentos recomendados pelo Comitê ainda não foram enviados pelo governo estadual, mesmo após o prazo de 6 de agosto.

Fontes

  • G1 imprensa
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