Grupo Ri Happy pede recuperação judicial para renegociar mais de R$ 800 milhões
Maior varejista de brinquedos do Brasil enfrenta crise financeira devido a fatores econômicos e mudanças no mercado
A Ri Happy, gigante do setor de brinquedos, solicitou à Justiça de São Paulo a recuperação extrajudicial de sua dívida de mais de R$ 827 milhões, afetada por impactos da pandemia e dificuldades econômicas.
Segundo fontes oficiais, a maior varejista de brinquedos do Brasil, o grupo Ri Happy, com mais de 300 lojas físicas distribuídas por todo o país, entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo no último domingo (18). A iniciativa visa renegociar uma dívida superior a R$ 827,4 milhões, envolvendo a marca principal e outras empresas do grupo, como PBKids, Partout Administração, News Toys, Brincar Marcas e DRH Casa de Festa. Segundo o documento apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, a empresa justificou o pedido alegando que seu grupo passa por um momento de reestruturação financeira devido a uma série de fatores econômicos, mercadológicos e sociais que impactaram diretamente suas atividades.。
De acordo com a mesma fonte, a pandemia de Covid-19 foi um dos principais fatores que agravaram a crise financeira, provocando um 'descompasso severo na estrutura financeira' do varejo de brinquedos. Além disso, a empresa destacou os efeitos macroeconômicos, como a alta das taxas de juros, a restrição do acesso dos consumidores ao crédito e a alta carga tributária, que, somados, dificultaram sua recuperação. Segundo a fonte, a venda da Ri Happy pela SPX Capital para a BluSun Capital Partners, consolidada em agosto deste ano, colocou Héctor Núñez à frente do grupo, numa tentativa de reorientar os negócios. Ainda segundo fontes, em 2023, a empresa tinha conseguido renegociar R$ 292 milhões de sua dívida, buscando adequar o endividamento à sua capacidade de geração de caixa, mas o cenário de juros elevados e a inflação continuam dificultando o equilíbrio financeiro.
A movimentação ocorre em um momento em que o setor de brinquedos no Brasil representa aproximadamente 68% do mercado nacional, conforme informações não oficialmente confirmadas, mas destacadas pela empresa. A crise também foi agravada por mudanças nos hábitos de consumo e pelo aumento na concorrência externa, fatores que ainda não tiveram uma resposta definitiva do grupo. Analistas e especialistas acompanham de perto esse processo, pois a recuperação da Ri Happy terá impacto direto sobre milhares de empregos e sobre o mercado de varejo de brinquedos, que é um dos mais tradicionais do país. Até o momento, o clube não se pronunciou oficialmente sobre detalhes do plano de reestruturação ou possíveis ações futuras, mas o movimento de buscar apoio judicial mostra a seriedade da situação financeira enfrentada pelo grupo.
O que sabemos?
- Ri Happy entrou com pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo.
- Dívida total superior a R$ 827 milhões.
- Empresa possui mais de 300 lojas no Brasil.
- Impactos da pandemia, juros altos e mudanças no mercado contribuíram para a crise.
- Grupo está sob controle da BluSun Capital desde agosto deste ano.
Fontes
- CNN Brasil imprensa
- Folha de S.Paulo imprensa





