Reta final para o Enem e vestibulares: por que estudar mais nem sempre é o melhor caminho
Especialista destaca que a estratégia supera o volume de horas e dá dicas para evitar o cansaço excessivo
A poucos meses das provas do Enem e dos principais vestibulares, candidatos enfrentam ansiedade e exaustão. Victor Santos, supervisor pedagógico, orienta ajustes no estudo a partir do diagnóstico detalhado após simulados.
Com a aproximação do período das provas do Enem e dos principais vestibulares do país, a rotina dos estudantes muda radicalmente. Segundo Victor Santos, supervisor pedagógico do Elite Rede de Ensino, esse é um momento em que muitos aumentam as horas de estudo, passam noites em claro e sentem que o tempo dispara mais rápido do que conseguem acompanhar. Porém, “mais horas de estudo nem sempre ajudam” e podem ocasionar mais cansaço e menos aprendizado, alerta Santos à CNN Brasil.
O especialista destaca que a chave desse momento está na estratégia de estudo, que deve ganhar importância diante da quantidade enorme de conteúdo acumulado. O ponto de partida para essa fase, explica, deve ser um diagnóstico detalhado após a realização de um simulado. “O aluno precisa olhar além do número de acertos e entender em quais conteúdos e tipos de questão está perdendo pontos — e, principalmente, por quê”, orienta.
Esse “raio-x” do desempenho permite diferenciar se a dificuldade está na falta de domínio do conteúdo, na interpretação das questões ou no manejo do tempo da prova. Cada um desses fatores exige uma ação diferente: revisar o tema no primeiro caso, treinar questões similares para melhorar a interpretação, ou ajustar o ritmo e a resistência para evitar perder tempo, no caso do terceiro problema. Para quem prestará mais de uma prova, como o Enem e a Fuvest, o cronograma de estudos deve ser organizado em blocos específicos, dedicando atenção às questões discursivas de uma prova e ao treino de tempo e resistência da outra.
De acordo com Victor Santos, um erro muito comum entre os estudantes é não fazer essa análise profunda logo após o simulado. Muitos olham apenas a nota e continuam seguindo seus métodos de estudo sem repensar as prioridades, o que pode resultar em menor rendimento e mais ansiedade, principalmente agora que o segundo semestre do ano já está “voando” e o tempo para preparar-se fica ainda mais curto.
Especialistas em pedagogia e saúde mental reforçam que o caminho do esforço exaustivo não é saudável nem eficaz. O aumento da ansiedade por causa do volume de conteúdo acumulado e da sensação de tempo insuficiente pode levar ao esgotamento físico e mental, prejudicando ainda mais o aprendizado na reta final que antecede as provas.
Por isso, para vencer esse desafio, o equilíbrio entre a quantidade e a qualidade do estudo, pautado em análises minuciosas dos pontos fortes e fracos após simulados, aparece como a melhor estratégia para garantir a eficiência e a saúde mental dos candidatos.
O que sabemos?
- Aumentar muito as horas de estudo na reta final pode causar exaustão e diminuir o aprendizado
- Diagnóstico detalhado após simulados ajuda a entender onde estão as dificuldades
- Erros podem ser por falta de conteúdo, interpretação ou administração do tempo
- Para provas diferentes como Enem e Fuvest, o cronograma deve ter blocos específicos
O que ainda não foi confirmado?
- Informações divulgadas exclusivamente pela CNN Brasil, aguardando outras fontes
Fontes
- CNN Brasil imprensa