Proibição de power banks em voos no Brasil gera preocupação com segurança
ANAC estabelece restrições após incidentes envolvendo baterias de lítio
A Agência Nacional de Aviação Civil proibiu o transporte de carregadores portáteis no interior de aeronaves brasileiras, para evitar riscos de incêndio. Ainda não há confirmação oficial do número de incidentes causados por essas baterias.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou, ainda em abril deste ano, uma nova regra que proíbe o uso de power banks a bordo de voos comerciais no Brasil, permitindo apenas o transporte na bagagem de mão, com um limite de dois dispositivos por pessoa. A decisão veio após o registro de incidentes relacionados a baterias de lítio, componentes essenciais em carregadores portáteis, que podem representar riscos de fogo e explosões em caso de falhas.
Segundo fontes não confirmadas oficialmente, uma das razões para a proibição é o risco ligado ao superaquecimento dessas baterias, que pode gerar incêndios severos, dificultando a evacuação e colocando a vida dos passageiros em perigo. A ANAC destacou que as baterias de lítio podem atuar como fonte de ignição ou pegar fogo quando submetidas a condições extremas, incluindo danos físicos ou defeitos de fabricação.
Relatos preliminares indicam que, em janeiro de 2025, um avião da companhia aérea Air Busan, da Coreia do Sul, foi destruído por um incêndio iniciado após uma falha em um power bank que estava no compartimento de bagagem superior. Segundo informações, cerca de 170 passageiros e seis tripulantes foram retirados do voo, que sofreu os danos, resultando em ferimentos leves em três pessoas. Ainda não há confirmação de que esse seja o único caso, mas a ocorrência reforça a preocupação da autoridade de aviação.
Além disso, em dezembro do ano passado, uma nave que partia de Oslo, na Noruega, teve seu embarque interrompido após um incêndio causado por uma power bank localizada em uma mala de mão. De acordo com relatos, oito pessoas precisaram ser hospitalizadas por inalação de fumaça tóxica, embora os detalhes ainda não tenham sido oficialmente confirmados. Especialistas recomendam que o transporte de power banks seja feito apenas com produtos originais de marcas reconhecidas, como Samsung, Xiaomi, Anker e Belkin, que passam por testes de resistência e possuem mecanismos internos de segurança.
O professor do Instituto Mauá de Tecnologia, Fabio Delatore, orienta que a carga de baterias de lítio seja feita em locais afastados de materiais inflamáveis, como madeira, carpete ou espuma. Ele destaca que, na eventualidade de um incêndio, a fumaça gerada pode ser controlada em ambientes ventilados, minimizando riscos maiores. Ainda assim, a recomendação é cautela máxima ao transportar esses dispositivos, especialmente em viagens aéreas, onde o controle é mais rigoroso.
Embora a probabilidade de explosões seja considerada baixa em condições adequadas, autoridades e especialistas reforçam a importância de seguir as recomendações de transporte e uso responsáveis, sobretudo para evitar incidentes que possam colocar vidas em risco ou causar prejuízos materiais consideráveis.
O que sabemos?
- A ANAC proibiu o uso de power banks em voos no Brasil, permitindo apenas o transporte na bagagem de mão.
- A restrição visa reduzir riscos de incêndio e explosões causados por baterias de lítio.
- Incidentes envolvendo power banks causaram incêndios em voos na Coreia do Sul e na Noruega.
- Recomenda-se usar produtos de marcas reconhecidas e fazer cargas em locais seguros.
- Ainda não há confirmação oficial do número exato de incidentes ou vítimas no Brasil.
Fontes
- CNN Brasil imprensa





