Prefeitura de São Paulo é cobrada por MP após fortes chuvas e alagamentos
Ministério Público exige apresentação de planos de contingência e atualizações sobre obras de drenagem
O MP solicitou à Prefeitura de São Paulo o plano de contingência utilizado durante as chuvas da última quarta-feira, além de informações sobre obras de drenagem. O pedido ocorre após episódios de alagamento, transbordamento de lagos e uma morte em consequência de desabamento.
Na manhã desta quinta-feira, o Ministério Público de São Paulo (MP) solicitou oficialmente à Prefeitura da capital uma análise detalhada das ações adotadas durante as fortes chuvas registradas na quarta-feira. Segundo fontes do MP, a medida visa apurar as providências tomadas frente ao caos causado por enchentes, que resultaram em alagamento do túnel do Anhangabaú, transbordamento de lagos no Parque Ibirapuera e a morte de uma mulher após deslizamento de terra na zona Norte, na Brasilândia.
Segundo informações compartilhadas pelo MP, ainda não confirmado oficialmente, a prefeitura tem até 48 horas para apresentar o plano de contingência utilizado e relatar as ações específicas realizadas durante os transtornos. Além disso, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana afirmou, em nota, que apresentou, em dezembro de 2025, os planos de intervenção de curto, médio e longo prazo, atualmente em fase de atualização. A gestão afirmou ainda que as ações previstas nesses planos estão sendo executadas conforme cronogramas estabelecidos.
No entanto, a mesma fonte revelou que o Ministério Público apontou que os prazos para a implementação de alguns desses planos venceram entre março e julho deste ano, e reforçou que há uma grave deficiência na política de drenagem urbana da cidade, que tem apresentado omissões continuadas. Segundo o MP, esses aspectos reforçam a urgência de que as obrigações assumidas sejam efetivamente cumpridas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil, limitada a R$ 1,8 milhão. Ainda para esta quinta-feira, o prefeito Ricardo Nunes foi intimado pessoalmente a reconhecer eventuais atrasos na entrega das documentações requisitadas.
Durante o episódio de chuvas intensas, imagens captadas por moradores mostram veículos parcialmente submersos e pessoas ilhadas em cima de seus carros no túnel do Anhangabaú, além de registros do transbordamento de lagos no parque e a fatalidade ocorrida na Brasilândia. A administração municipal também revelou que vinha atualizando planos de intervenção, mesmo após a condenação transitada em julgado, em decorrência de uma ação civil pública que apontou falhas na política de drenagem. Ainda assim, o MP enfatiza que os prazos para melhorias deveriam estar sendo cumpridos desde o início do processo e que a omissão contínua agrava o risco à população.
Por ora, a prefeitura não se pronunciou oficialmente sobre a possibilidade de ampliar o volume das bombas de bombeamento ou outras medidas emergenciais, mas uma fonte próxima à administração indicou que essa possibilidade está sendo avaliada. A situação reforça a preocupação da cidade com a vulnerabilidade diante de temporais cada vez mais frequentes e intensos, adequada à necessidade de obras e melhorias estruturais que ainda estão em andamento ou aguardando conclusão.
O que sabemos?
- O Ministério Público pediu à Prefeitura de São Paulo o plano de contingência usado durante as chuvas de quarta-feira.
- A prefeitura afirma que apresentou os planos de intervenção em dezembro de 2025, que estão em fase de atualização.
- O MP detectou que prazos para implementação de planos venceram entre março e julho deste ano.
- Houve alagamento do túnel do Anhangabaú, transbordamento de lagos no Parque Ibirapuera e uma morte por deslizamento na Brasilândia.
- O prefeito Ricardo Nunes foi intimado a se pronunciar sobre atrasos e cronogramas dentro de 48 horas.
Fontes
- CNN Brasil imprensa



