Revelado o grande número de tartarugas-gigantes em Seychelles, com surpresa de especialistas
Estudantes estimam quase 183 mil exemplares vivos na natureza, superando em quase 50 mil a população de humanos na região
Uma pesquisa recente revela que aproximadamente 183 mil tartarugas-gigantes vivem no atol de Aldabra, em Seychelles, representando um avanço na conservação da espécie. A quantidade, ainda não oficialmente confirmada por outras fontes, supera em quase 50 mil o número de habitantes do país.
Segundo uma publicação na revista Ecology and Evolution, uma equipe da Seychelles Islands Foundation (SIF) em parceria com a Universidade de Exeter, no Reino Unido, revelou que a população de tartarugas-gigantes no atol de Aldabra alcança cerca de 183 mil indivíduos. Essa estimativa, maior que a registrada décadas atrás, aponta para um esforço bem-sucedido de preservação, já que, na década de 1990, o número era considerado em torno de 100 mil. A nova catação foi feita com métodos estatísticos capazes de estimar inclusive os animais que não foram avistados durante as contagens, o que reforça a confiabilidade do dado.
Para se ter uma ideia da repercussão, essa quantidade de tartarugas é quase o dobro do número de habitantes do próprio país de Seychelles, que possui aproximadamente 100 mil pessoas. Historicamente, a espécie sofreu uma caça intensa no século XIX, tendo seus números reduzidos a menos de 1.000 exemplares, por causa da exploração por marinheiros que as matavam para consumo. Assim, o atol de Aldabra foi transformado em uma reserva natural a partir de 1981 e reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1982, dando início a um processo de recuperação.
Entretanto, ainda que a população esteja em crescimento, especialistas alertam para novas ameaças. Mudanças climáticas que provocam secas frequentes podem afetar a disponibilidade de alimentos e o habitat, além do aumento do nível do mar, que reduz áreas de reprodução. Ainda há o problema de mamíferos invasores, como gatos e ratos, que atacam ovos e filhotes, dificultando a sobrevivência da espécie. De acordo com o que foi dito pelo mesmo fonte, essas informações devem auxiliar nas ações de monitoramento contínuo, essenciais para garantia da preservação a longo prazo.
Ainda não há confirmação se o número realmente representa uma recuperação definitiva ou se as ameaças ambientais poderão inverter esse cenário nos próximos anos. O clube não se pronunciou oficialmente, e, por enquanto, os dados permanecem sob análise, aguardando novas apurações que possam subsidiar políticas de proteção à espécie. Assim, a esperança de um avanço na conservação dessas tartarugas gigantes segue vivo, mas com a necessidade de vigilância constante para evitar retrocessos na sua recuperação.
O que sabemos?
- Cerca de 183 mil tartarugas-gigantes vivem no atol de Aldabra, em Seychelles.
- A estimativa foi publicada na revista Ecology and Evolution, em 4 de outubro.
- O número é quase 50 mil maior que a população humana do país.
- A pesquisa envolve métodos estatísticos que consideram animais não vistos durante a contagem.
- As tartarugas sofreram declínio drástico no século XIX devido à exploração humana.
Fontes
- Aventuras na História fonte especializada



