Brasil

Motorista relata desespero após carro submerso em alça da Raposo Tavares em Itapetininga

Em apuração ?

Falta de sinalização e a ausência de auxílio oficial marcaram incidente durante forte chuva na região

Carro submerso em alça de acesso da Raposo Tavares durante enchente em Itapetininga
Imagem: G1

Homem ficou ilhado ao passar por uma alça de acesso da rodovia SP-270, em Itapetininga, na manhã deste sábado. Segundo ele, o local não tinha sinalização adequada, e nem o Corpo de Bombeiros nem a concessionária ofereceram socorro.

Nesta sábado, um motorista de aplicativo passou por uma experiência traumática ao ter seu carro totalmente submerso em uma alça de acesso da rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Itapetininga. Segundo relato exclusivo à nossa reportagem, ele trafegava de volta para a cidade após fazer uma corrida pela manhã, quando se deparou com uma situação inesperada provocada por forte chuva que atingiu a região na noite anterior. O condutor, que preferiu não ter seu nome divulgado, afirmou que a pista não possuía qualquer sinalização alertando sobre o alagamento, apesar das fortes chuvas que ocorreram entre sexta-feira e sábado.

De acordo com ele, ao passar por baixo de um viaduto, notou o alagamento, mas não estimou a sua gravidade. Ainda assim, entrou na água, momento em que o carro parou de funcionar por ter seu motor atingido pela água. "Assim que entrei na água, o carro apagou. Tentei fazer ele ligar de novo, mas não consegui. A água começou a encher, e foi aí que entrei em desespero", contou. Ele detalhou que precisou forçar a porta do veículo para conseguir sair, pois a água já invadia o interior do carro. Durante o episódio, tentou ligar para a família, mas não obteve sucesso, reforçando o medo de ficar isolado naquela situação. "Saí empurrando a porta e consegui escapar, mas fiquei assustado com a falta de ajuda. Ninguém veio socorrer, e nem o Corpo de Bombeiros nem a concessionária fizeram qualquer tentativa de ajudar, alegando que não havia vítimas", completou.

Segundo a fonte, o veículo ficou completamente submerso na alça de acesso localizada no quilômetro 173 da rodovia. O homem afirmou que, após algum tempo, seu carro foi retirado da água graças à ação de familiares e do ajudante Eliel Delgado, que usou um cabo para rebocar o veículo. Ele comentou que, diante do desespero da família e da sua própria, decidiu agir por conta própria, pois se sentia abandonado pelas equipes oficiais. "Ver minha família sem saber o que fazer foi a coisa mais difícil. Pensei comigo: se dependermos só deles, não vamos sair dessa", afirmou.

Desde o episódio, cresce a preocupação sobre a falta de sinalização na localidade e a ausência de apoio durante emergências, especialmente em áreas de risco como essa. Ainda não há confirmação oficial sobre se o problema foi resolvido ou se a rodovia recebeu melhorias na sua sinalização e condições de drenagem após o incidente. O caso chama atenção para a necessidade de maior atenção por parte das autoridades em regiões afetadas por fortes chuvas, especialmente em pontos críticos como o do acidente, cuja alça de acesso permaneceu interditada após a enchente. A situação, ainda sob investigação, evidencia os riscos de acidentes em locais sem a devida sinalização e assistência, sobretudo durante condições climáticas adversas.

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O que sabemos?

  • Motorista ficou ilhado com carro submerso na alça de acesso da Raposo Tavares.
  • Rodovia no km 173 ficou inundada após chuvas entre sexta-feira e sábado.
  • Concessionária e Corpo de Bombeiros não ofereceram ajuda, alegando falta de vítimas.
  • Carro foi retirado por familiares e Eliel Delgado usando um cabo.
  • Incidente aconteceu na manhã de sábado durante forte chuva em Itapetininga.

Fontes

  • G1 imprensa
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