Morre aos 74 anos a renomada jornalista Sônia Carneiro, referência na cobertura política brasileira
Profissional marcou época ao acompanhar momentos decisivos do Brasil, como Diretas Já, Constituição e impeachment de Collor
Sônia Carneiro, jornalista veterana e vencedora do Prêmio Imprensa Estrangeira, faleceu neste domingo em Brasília. Ela dedicou mais de cinquenta anos ao jornalismo político, tendo trabalhado no Jornal do Brasil e na Rádio Jornal do Brasil.
Nesta manhã de domingo, foi confirmada a morte da jornalista Sônia Carneiro, aos 74 anos, em Brasília. Segundo informações não confirmadas oficialmente até o momento, ela passou mal na cidade e veio a falecer, deixando um legado marcado por sua atuação na cobertura política do Brasil. Por mais de cinco décadas, Sônia foi uma das principais referências na imprensa nacional, acompanhando desde as manifestações populares por Diretas Já, passando pelos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, até o polêmico processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Formada em jornalismo e com início de carreira em 1971, ela trabalhou durante 32 anos no Jornal do Brasil, uma das mais tradicionais empresas de comunicação do país. Durante sua trajetória, exerceu funções tanto na linha de frente, como repórter, quanto na chefia de reportagem, chegando a liderar a Rádio Jornal do Brasil em Brasília. Sua atuação na cobertura política foi notável, pois era considerada uma testemunha ocular de eventos que moldaram a história recente do Brasil, incluindo ações no Congresso Nacional e no Palácio do Planalto. Além do mais, ela participou de coberturas emblemáticas, como o movimento Diretas Já, a elaboração da Constituição de 1988, a CPI que investigou PC Farias, e o impeachment de Fernando Collor.
Em reconhecimento ao seu trabalho, Sônia Carneiro recebeu em 1992 o Prêmio Imprensa Estrangeira, concedido pela Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil (ACIE). Ainda conforme informações da fonte, ela deixou dois filhos, Terence Zveiter e Danniel Zveiter. A família ainda não divulgou detalhes sobre velório ou sepultamento, que ainda não tiveram suas datas confirmadas. Sua contribuição para a história jornalística do país é lembrada como fundamental por seu papel de documentar e interpretar momentos cruciais da política brasileira.
Especialistas e colegas de profissão destacam que a atuação de Sônia na cobertura da Assembleia Constituinte foi tão significativa que chegou a ser tema de reportagem na TV Senado, reforçando sua importância na memória coletiva do jornalismo político. Sua carreira, marcada por dedicação e integridade, deixa um rastro importante na comunicação brasileira, principalmente na narrativa dos períodos mais turbulentos do cenário político nacional.
O que sabemos?
- Sônia Carneiro morreu aos 74 anos em Brasília.
- Ela trabalhou mais de cinquenta anos na imprensa brasileira.
- Iniciou sua carreira em 1971 e trabalhou 32 anos no Jornal do Brasil.
- Foi repórter e chefe de reportagem, além de atuar na Rádio Jornal do Brasil.
- Cobriu eventos históricos como Diretas Já, Constituição de 1988, CPI de PC Farias e impeachment de Collor.
- Recebeu o Prêmio Imprensa Estrangeira em 1992.
Fontes
- G1 imprensa
- UOL Notícias imprensa





