Brasil

Pesquisadores revelam que o planeta Mercúrio encolheu mais do que se pensava

Em apuração ?

Estudo aponta que as mudanças na superfície do menor planeta do Sistema Solar são mais expressivas, com impacto na nossa compreensão de sua história geológica

Imagem ilustrativa de Mercúrio com sua superfície marcada por cristas e crateras
Imagem: Superinteressante

Um novo estudo revela que Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, encolheu entre 10% e 30% mais do que as estimativas anteriores. Essa descoberta foi possível graças a análises de dados da sonda Messenger, que orbitou o planeta por mais de quatro anos.

Segundo pesquisadores do Instituto de Pesquisa Espacial do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), há uma novidade na compreensão do tamanho de Mercúrio, o menor planeta do Sistema Solar. Anteriormente, acreditava-se que sua contração ao longo de bilhões de anos fosse proporcional, gerando estruturas superficiais como colinas e cristas chamadas de estruturas de encurtamento. Contudo, um estudo divulgado nesta quinta-feira (10) na publicação Geophysical Research Letters indica que esse encolhimento foi mais intenso do que se supunha, podendo chegar a 30% além do esperado.

De acordo com os autores da pesquisa, essa diferença se tornou evidente após análises aprofundadas de imagens e mapas criados a partir de dados coletados pela sonda Messenger, que orbitou Mercúrio entre 2011 e 2015. Como o próprio nome sugere, essa missão foi fundamental para entender áreas até então invisíveis sob crateras e detritos que cobrem a superfície do planeta.

Segundo o líder do estudo, Gaku Nishiyama, a equipe cruzou dois mapas distintos: um que revela a distribuição de cristas e escarpas formadas por contrações antigas e outro que mostra a rugosidade da superfície, gerada por impactos de meteoritos e a dispersão de detritos. Essa comparação ajudou a identificar estruturas de encurtamento que estavam escondidas, muitas delas sob camadas de crateras que dificultavam sua visualização anterior.

Além disso, a pesquisa sugere que o encolhimento de Mercúrio pode ter chegado a uma variação de até 30% a mais do que os 10% inicialmente estimados, uma diferença significativa que altera a compreensão do processo geológico do planeta. Os pesquisadores destacam, porém, que os dados ainda podem estar incompletos, o que torna essa estimativa uma lógica provável, mas não definitiva.

Historicamente, Mercúrio se formou há cerca de 4,5 bilhões de anos, durante um período de intensa colisão de rochas e asteroides que geraram calor extremo. Desde então, o planeta vem perdendo essa energia, o que explica sua superfície marcada por temperaturas que variam de -184º C a 427º C — a maior amplitude térmica do Sistema Solar, segundo informações não confirmadas oficialmente neste texto, mas citadas pelo portal Superinteressante. Esse processo de perda de calor e consequentemente de contração, explica a formação de suas cristas e escarpas ao longo de bilhões de anos, fenômeno que estaria mais avançado do que se pensava.

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O que sabemos?

  • Mercúrio está encolhendo há bilhões de anos.
  • Estudo aponta que a contração foi de 10% a 30% maior do que o estimado antes.
  • Dados foram coletados pela sonda Messenger, que orbitou o planeta de 2011 a 2015.
  • Análise comparou mapas de cristas, escarpas e rugosidade da superfície.
  • Estimativa pode ainda estar subestimada devido à incompletude dos dados.

Fontes

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