URGENTE Brasil

Justiça de Manaus suspende atividades em área atingida por incêndio que mobilizou o impacto ambiental

Em apuração ?

Decisão proibiu licenças e operações após fogo que queimou mais de 15 mil metros quadrados no Distrito Industrial 2

Fumaça densa de incêndio no Distrito Industrial 2 de Manaus
Imagem: G1

A Justiça do Amazonas determinou a suspensão das licenças ambientais e das atividades em uma área do Distrito Industrial 2 de Manaus após um grande incêndio, que começou no dia 6 de outubro e provocou densa fumaça na região.

Na manhã desta quarta-feira, a Justiça do Amazonas decidiu suspender imediatamente todas as licenças ambientais e as atividades na área atingida por um incêndio que começou na terça-feira, 6 de outubro, no Distrito Industrial 2, em Manaus. A medida atende a um pedido do Ministério Público do Amazonas (MPAM), que instaurou uma ação civil pública para apurar possíveis irregularidades ambientais no local. Segundo informações da decisão, o incêndio atingiu uma área superior a 15.000 metros quadrados, deixando uma grande fumaça que afetou a qualidade do ar na região e trouxe riscos à saúde pública, além de exigir evacuação de trabalhadores na área. A decisão também estabeleceu uma multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento, sem prejuízo de possíveis responsabilizações criminais.

Segundo o MPAM, a ação foi fundamentada em dados preliminares do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), que revelou que as licenças concedidas ao empreendimento autorizavam apenas o armazenamento de resíduos inertes — materiais que não representam risco de inflamabilidade. Contudo, há suspeitas de que o local pudesse estar armazenando materiais inflamáveis ou combustíveis, o que motivou o pedido de suspensão das atividades e das autorizações ambientais concedidas. A investigação busca esclarecer se houve armazenamento irregular de substâncias que potencialmente agravaram o incêndio e seus impactos.

Enquanto Bolsonaro, os trabalhos de combate às chamas continuam sob coordenação do Corpo de Bombeiros, que atua na região desde o início do incêndio, e o Ipaam realiza fiscalizações para garantir o cumprimento da ordem judicial. A ação do órgão ambiental inclui o registro da suspensão das licenças no sistema próprio. Até o momento, os proprietários ou responsáveis pelo empreendimento ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o caso. As ações emergenciais para conter os focos remanescentes e realizar o rescaldo permanecem autorizadas, buscando minimizar os riscos à população e ao meio ambiente.

A situação reforça a preocupação com a regularidade das operações industriais no Distrito Industrial de Manaus e a importância de uma fiscalização mais rigorosa para evitar incidentes como este. Ainda que as investigações estejam em andamento, a decisão judicial já aponta para a necessidade de melhorias na gestão ambiental da região, especialmente em locais com potencial de risco elevado devido ao armazenamento de materiais inflamáveis. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades locais, e o desfecho deve trazer esclarecimentos sobre possíveis irregularidades e responsabilizações.

Publicidade

O que sabemos?

  • Incêndio começou em 6 de outubro de 2026.
  • Área atingida tem mais de 15.000 m².
  • Justiça suspendeu licenças e atividades no local.
  • Suspeita de armazenamento irregular de materiais inflamáveis.
  • Multa diária de R$ 100 mil prevista para descumprimento.

Fontes

  • G1 imprensa
Publicidade