URGENTE Brasil

Incêndios no oeste do Pará mobilizam equipes e assustam moradores

Em apuração ?

Chamas avançam por várias áreas, levando às evacuações e preocupação na região

Antiga área de mata queimada com fumaça se espalhando sobre a região rural do oeste do Pará
Imagem: G1

Incêndios florestais no oeste do Pará ameaçam casas, propriedades rurais e áreas de preservação. Equipes de bombeiros e moradores atuam há dias no combate às chamas, que também provocaram a evacuação de animais silvestres e interrupções temporárias em serviços.

Focos de incêndio avançam por diferentes regiões do oeste do Pará, ameaçando casas, áreas de vegetação e propriedades rurais. Segundo informações ainda não confirmadas oficialmente, os incêndios tiveram início na quarta-feira (7) e vêm mobilizando equipes de bombeiros, moradores e proprietários rurais há pelo menos três dias em vários municípios, incluindo Uruará, Placas, Belterra e Juruti.

Na cidade de Juruti, uma área de mata às margens da rodovia PA-192, próxima às instalações da mineradora Alcoa, foi atingida por um incêndio de grandes proporções. Segundo a própria empresa, as chamas tiveram início na quarta-feira (7) e conseguiram mobilizar suas equipes de emergência, que atuaram no resfriamento de áreas sensíveis, no monitoramento aéreo feito com drones e na comunicação com órgãos de segurança. Ainda de acordo com a Alcoa, não há registro de feridos, e a evacuação do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) foi feita por precaução, com os animais transferidos ao Centro de Educação Ambiental (CEA). As atividades ferroviárias e de comunicação, interrompidas por segurança, já foram restabelecidas, e os esforços continuam no monitoramento de focos remanescentes.

Outro foco importante ocorreu na região entre Uruará e Placas, onde equipes do Corpo de Bombeiros atuam desde o início da semana. Segundo um representante da defesa civil local, as ações envolvem bombeiros de diferentes municípios, incluindo Altamira, Itaituba e Santarém. Moradores da região relataram que o fogo começou em uma queima de lixo na proximidade do km 140 da BR-163, e durante a noite avançou até o km 145, na comunidade São Mateus. O desafio do combate reside na extensão territorial da área afetada, que exige deslocamento constante das equipes e o uso de máquinas de apoio providas por proprietários rurais.

Casos de incêndio também foram registrados na região de Belterra, onde uma área extensa de vegetação na comunidade São Jorge foi atingida. Moradores relatam que suspeitam que o fogo tenha começado após uma queima de lixo durante uma limpeza de pastagem, embora essa origem ainda não tenha sido oficialmente confirmada. O fogo se espalhou por diferentes pontos, chegando perto de residências, o que motivou uma força-tarefa organizada pelos moradores para tentar conter as chamas e proteger suas casas.

Especialistas alertam que esses incêndios representam uma ameaça constante à biodiversidade e à segurança das comunidades locais. As operações de combate continuam, com dificuldades devido às condições geográficas e à velocidade com que as chamas se propagam. Ainda não há confirmação sobre a origem exata dos focos, ou se há alguma causa específica, e o próprio órgão responsável pelo combate ao fogo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A situação preocupa, sobretudo porque o período de seca e o clima quente favorecem a expansão dos incêndios na região, mas detalhes mais precisos devem ser divulgados em próximas atualizações.

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O que sabemos?

  • Incêndios começam na quarta-feira (7)
  • Equipes de bombeiros atuam há pelo menos três dias
  • Fogo atingiu área próxima à mineradora Alcoa e comunidades rurais
  • Evacuação preventiva de animais silvestres e de um centro de reabilitação
  • Focos avançam por diferentes pontos do oeste do Pará

Fontes

  • G1 imprensa
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