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Incêndio em Reserva no Xingu mantém regiões em alerta

Em apuração ?

Fogo atinge área de preservação ambiental no Pará e provoca preocupação na comunidade local

Fumaça e chamas vistas de longe em área de reserva na Amazônia
Imagem: Folha de S.Paulo

Um incêndio iniciado na quarta-feira (7) na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, no Pará, ainda não foi controlado nesta sexta-feira (9). A situação preocupa moradores e especialistas, especialmente devido às dificuldades de acesso à área e ao impacto na fauna, flora e comunidades próximas.

Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), um incêndio começou na quarta-feira (7) na Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio, localizada em Altamira, no Pará. Ainda nesta sexta-feira (9), o fogo permanece ativo na região, que cobre uma área de aproximadamente 736 mil hectares na bacia do Xingu, uma das regiões da Amazônia mais afetadas por processos de devastação.

De acordo com o ICMBio, o início do fogo ocorreu em um cenário de estiagem prolongada, condição que contribui para a propagação das chamas. A dificuldade de acesso à reserva, sendo necessário um deslocamento de até 48 horas por barco — atualmente impossibilitado, pois os rios da região estão baixos —, é um dos principais obstáculos para o combate ao incêndio. Em nota, o instituto informou que uma aeronave foi deslocada nesta sexta-feira para realizar monitoramento e reconhecimento da dinâmica do fogo, além de ações de apoio humanitário às famílias mais afetadas.

Segundo o ICMBio, cinco famílias tiveram suas casas atingidas pelo incêndio, e os focos de fogo ainda estão ativos em três áreas específicas: Comunidade Boa Saúde 2, Novo Paraíso e Morro Verde. Uma brigada do Núcleo de Gestão Integrada Terra do Meio, ligada ao ICMBio, atuou para combater um foco próximo a uma comunidade em Novo Paraíso nesta mesma sexta-feira. Ainda não há confirmação oficial se o fogo foi completamente controlado, pois as atividades de combate estão em andamento.

Colaboradores do ICMBio relataram que o fogo também atinge áreas de cacau e tem avançado sobre a mata nativa da região amazônica, o que preocupa ambientalistas e moradores locais. Além disso, o instituto destacou que a ajuda humanitária está sendo organizada, com kits entregues pela Defesa Civil de Altamira e transporte em nave do próprio ICMBio. Ainda não há informações oficiais sobre o número de comunidades impactadas ou a extensão exata das áreas devastadas pela incidência do fogo.

O caso ainda não foi completamente esclarecido e aguarda novas atualizações, enquanto especialistas alertam para o risco de maior agravamento caso as condições de estiagem persistam na região. A situação reforça a vulnerabilidade das áreas de reserva na Amazônia durante períodos de seca prolongada, sobretudo sem uma resposta rápida e eficaz aos incêndios florestais, cuja intensidade e velocidade de propagação podem aumentar em situações de clima adverso.

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O que sabemos?

  • Incêndio iniciado em 7 de setembro na Reserva Riozinho do Anfrísio, no Pará.
  • Fogo ainda ativo nesta sexta-feira (9), sem controle total.
  • Região de difícil acesso, com rios baixos dificultando atuação de equipes.
  • Cinco famílias tiveram casas atingidas.
  • Três focos de fogo em diferentes áreas da reserva.
  • Aeronave do ICMBio realiza monitoramento e ajuda humanitária.
  • Fogo avança sobre mata nativa e áreas de cacau.

Fontes

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