URGENTE Brasil

Falta de viatura do Corpo de Bombeiros impede atendimento a incêndio em Manacapuru

Em apuração ?

Gravação revela dificuldades na resposta às queimadas no interior do Amazonas

Moradores de Manacapuru enfrentando incêndios florestais
Imagem: G1

Uma denúncia de uma moradora de Manacapuru mostra que o Corpo de Bombeiros da região não dispunha de viatura para atender a um incêndio na comunidade Nova Aliança, agravando a situação de emergência causada pelos incêndios florestais no Amazonas.

Uma gravação obtida pela Rede Amazônica revela uma situação preocupante no combate aos incêndios florestais em Manacapuru, interior do Amazonas. Segundo o áudio, uma moradora da comunidade Nova Aliança, na Zona Rural da cidade, liga para o Corpo de Bombeiros por volta das 11h30 do dia 19 de agosto, solicitando socorro contra um incêndio que ameaçava as casas próximas. Na conversa, um dos bombeiros informa que não há viatura disponível para atender à ocorrência, alegando que a única equipe móvel estaria engajada em outro incêndio na região do Figueirinho.

Apesar da insistência da residente, o funcionário explica que a equipe precisava concluir o serviço anterior antes de deslocar para Nova Aliança, o que, segundo ela, resultou em quase uma hora de espera até a chegada do socorro. A moradora questiona a estrutura do batalhão local, cobrando providências diante da demora, enquanto o fogo se aproxima das residências de moradores daquela região. Ainda não há confirmação oficial sobre a quantidade de viaturas ou a quantidade total de equipes disponíveis na cidade, mas a narrativa sugere uma fragilidade na estrutura de atendimento do Corpo de Bombeiros em áreas rurais do Amazonas.

Além do episódio em Manacapuru, a crise na resposta aos incêndios no estado é agravada pela situação de emergência em 36 dos 62 municípios, de acordo com informações ainda não totalmente confirmadas por outras fontes. Os incêndios continuam destruindo plantações e pastagens, causando prejuízos a agricultores locais, como é o caso de Carlos Alberto dos Reis, que teve suas plantações de cupuaçu, cacau e abacaxi queimadas na propriedade dele na comunidade Nova Aliança. Segundo o agricultor, os incêndios têm ocorrido há cerca de 60 a 90 dias, e os bombeiros enfrentam dificuldades por falta de equipamentos adequados e por terrenos sem estradas de acesso, o que limita bastante a capacidade de ação da corporação na região.

O próprio Carlos destaca que, mesmo com alguns esforços das equipes de bombeiros, eles só conseguiram atuar na propriedade uma vez durante todo esse período de incêndio. Ainda segundo ele, após o fogo se apagar, continuava a sair fumaça de troncos no chão, além do forte cheiro de queimado, evidenciando os prejuízos causados às fontes de renda da família. A situação de emergência, o impacto na saúde pública, o desvio de recursos no comando local, que está sob investigação da Corregedoria, e o desaparecimento de uma lancha da corporação em março reforçam o quadro de dificuldades enfrentadas pela instituição na região, ainda sem uma resposta oficial definitiva.

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O que sabemos?

  • Gravação de 19 de agosto mostra bombeiro dizendo que não há viatura disponível em Manacapuru.
  • Moradora liga para solicitar socorro, mas espera quase uma hora por atendimento.
  • Incêndios já colocaram 36 dos 62 municípios do Amazonas em emergência.
  • Agricultores relatam prejuízos com queimadas há 60 a 90 dias.
  • Bombeiros enfrentam dificuldades por falta de equipamentos e de acesso a áreas sem estradas.

Fontes

  • G1 imprensa
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