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Estudo revela que Archaeopteryx, o 'primeiro pássaro', decolava por múltiplos saltos

Em apuração ?

Nova pesquisa sugere mecanismo de voo de ave fóssil que remonta a 150 milhões de anos

Fóssil de Archaeopteryx com penas e asas bem preservadas
Imagem: Revista Galileu

Um estudo recente analisa como o Archaeopteryx, considerado o elo entre dinossauros e aves, poderia ter se lançado ao voo. A descoberta aponta que ele usava uma estratégia de saltos sucessivos para decolar.

De acordo com uma pesquisa divulgada recentemente por Neil J. Gostling, em um artigo publicado no The Conversation, o Archaeopteryx, símbolo da evolução das aves, possivelmente decolava do chão através de uma série de saltos progressivos. O fóssil, encontrado em rochas jurássicas na Alemanha e datado de aproximadamente 150 milhões de anos, apresentou-se como uma espécie de transição entre dinossauros e aves modernas. Ele tinha penas e asas, mas still apresentava características dos dinossauros, como uma longa cauda óssea, garras em dedos separados e dentes na mandíbula, o que reforça sua posição na linha evolucionária dos pássaros.

Segundo o autor do estudo, a anatomia do Archaeopteryx sugere que ele não possuía músculos de voo bem desenvolvidos, nem uma estrutura de esterno com quilha, elemento responsável por uma fixação muscular mais forte nas aves atuais. Isso indicaria que ele não poderia levantar as asas acima da horizontal e que sua decolagem dependia de outros mecanismos. A novidade da pesquisa é que ela aponta para a hipótese de que o Archaeopteryx utilizava de múltiplos pulos ou saltos à frente para gerar força suficiente para decolagem, uma estratégia que hoje é vista em aves mais primitivas e que pode ter sido essencial para sua origem. Ainda não há confirmação oficial de que esse fosse exatamente o método utilizado pelo fóssil, mas a análise comparativa com aves modernas abriu uma nova perspectiva sobre o tema.

Essa teoria se soma a uma linha de pesquisa mais ampla, que investiga como as primeiras aves conseguiram se libertar do solo. Desde 2016, atletas da biomecânica e paleontologia vêm tentando entender esse processo, observando comportamentos de aves atuais e relacionando-os com fósseis. Uma observação recorrente é que muitas aves exibem um padrão similar antes de levantar voo: elas saltam com as patas, enquanto as asas têm participação mais discreta. Segundo o pesquisador Colin Palmer, a capacidade de pular, herdada dos seus ancestrais dinossauros terópodes, poderia ter sido um mecanismo evolutivo que ajudou as aves a se lançarem ao ar, além de servir para escapar de predadores ou para prolongar o impulso de voo com o auxílio das penas nas asas.

Por enquanto, essa teoria ainda não foi confirmada oficialmente e aguarda mais estudos. O que se sabe é que o Archaeopteryx marcou uma fase importante na compreensão da origem das aves, e novas análises podem reescrever a história do voo para esses animais que viveram há mais de 150 milhões de anos. A esperança é que futuramente, com mais evidências e experimentos, seja possível definir exatamente como eles conseguiam se lançar no ar, um mistério que fascina paleontólogos há décadas.

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O que sabemos?

  • O Archaeopteryx viveu há aproximadamente 150 milhões de anos.
  • Ele tinha penas, asas, uma longa cauda óssea, garras e dentes.
  • O estudo sugere que o Archaeopteryx decolava por múltiplos saltos.
  • Pesquisadores relacionam o mecanismo de salto à origem do voo em aves primitivas.

Fontes

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