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Eldorado enfrenta consequências de enchente com caos nas ruas e prejuízos materiais

Em apuração ?

Cidade do Vale do Ribeira registra cenário de lama, barcos encalhados e famílias desabrigadas após fortes chuvas

Barcos encalhados nas ruas de Eldorado após enchente
Imagem: Folha de S.Paulo

Após a inundação que atingiu Eldorado, no interior de São Paulo, moradores, comerciantes e autoridades enfrentam dificuldades para recuperar os danos causados pela enchente. A água baixou na madrugada desta terça-feira, mas os transtornos permanecem.

Na manhã desta terça-feira (15), o centro de Eldorado, cidade do Vale do Ribeira em São Paulo, despertou com um cenário de destruição pós-enchente. Barcos encalhados nas calçadas, móveis destruídos e uma quantidade significativa de lixo espalhado pelas ruas mostram a intensidade do fenômeno ocorrido no último fim de semana. Segundo informações da Defesa Civil estadual, até às 10h30, cerca de 60 famílias estavam desabrigadas na cidade, que ainda lida com os prejuízos causados pelas águas. Ainda não há confirmação oficial de quantas pessoas permanecem fora de suas casas, mas diversas famílias estão acolhidas em casas de parentes e amigos, ou em abrigos montados pelo município. Desde o domingo, moradores tentam avaliar os estragos em suas residências e negócios, como relata Sônia Maria de Azevedo, de 54 anos, que saiu de caiaque de sua casa após a enchente. "Ainda não consegui voltar para casa, e tive que buscar produtos de limpeza para lavar a tapeçaria, pois perdi mesas de corte e outras ferramentas", afirmou ela. Em outros estabelecimentos comerciais, como uma pizzaria e um açougue, o cenário permanece de perda e destruição. Douglas Barreiros Guedes, que limpava seu comércio ao resistir a uma porta de vidro quebrada, disse que deve levar cerca de dois meses para reabrir e que perdeu itens essenciais como geladeira e outros equipamentos. Já Drauzio Pontes, de 65 anos, que há 48 anos mantém um açougue na rua Doutor Nuno Silva Bueno, relatou estar acostumado com enchentes, mas que essa foi a maior das últimas décadas. "Consegui tirar quase tudo antes da água passar de um metro, menos uma câmara fria", afirmou. O prefeito de Eldorado, Noel Castelo da Costa, confirmou que esta foi a terceira maior enchente da história local, perdendo apenas para eventos de 1997 e 2011. Segundo ele, a previsão de um alerta do governo do estado ajudou na preparação, uma vez que a expectativa era de que o rio Ribeira do Iguape transbordasse até 9 metros de altura, porém, atingiu de 12,5 a 13 metros. "A informação foi passada para que as pessoas pudessem se proteger, mas o estrago é o que estamos vendo agora", explicou Costa. A administração municipal disponibilizou 11 abrigos, embora ainda haja bairros inacessíveis pela Defesa Civil, segundo o prefeito, que também afirmou que ainda há áreas não atendidas pelas equipes de emergência. As operações de limpeza continuam nas ruas ensanguentadas de lama que, na manhã desta terça, ainda decoravam as calçadas, enquanto moradores e comerciantes fazem o possível para contornar os prejuízos apresentando um cenário de caos e esforço de recuperação.

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O que sabemos?

  • A água baixou na madrugada de terça-feira, permitindo o início dos trabalhos de limpeza.
  • Até às 10h30, 60 famílias estavam desabrigadas em Eldorado.
  • Na região do Vale do Ribeira, 130 famílias estavam desabrigadas e 20 desalojadas.
  • Cerca de 450 imóveis foram afetados em Sete Barras, com 25 desalojados.
  • Em Registro, aproximadamente 150 pessoas estavam desabrigadas e 11 desalojadas.

Fontes

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