Empresário projeta faturamento de quase R$ 200 milhões com venda de livros a R$ 15
Negócio inovador aposta em vendas rápidas e presença em eventos literários
Samuel Honorato, à frente das redes Promolivros e BoraLê, projeta receita de aproximadamente R$ 180 milhões neste ano ao focar em lojas temporárias e feiras do setor.
O empresário Samuel Honorato, de 44 anos, tem chamado atenção no mercado livreiro ao montar uma estratégia diferente da tradicional para vender livros. Segundo fontes, Honorato acredita que a Promolivros, sua marca, deve faturar cerca de R$ 180 milhões apenas neste ano, vendendo títulos pelo valor fixo de R$ 15. A fórmula, que combina preços acessíveis com ações em eventos e shoppings, vem se mostrando eficiente e potencializa um segmento que costuma operar com margens menores.
Honorato é responsável pelas redes Promolivros e BoraLê, que comercializam livros a partir de R$ 15 de forma rápida e acessível. A proposta é explorar o formato de pop-up stores — lojas temporárias instaladas em shoppings voltados às classes C, D e E — além de participar de feiras literárias, como a famosa Bienal do Livro, que costuma reunir milhares de leitores ávidos por descontos. No evento deste ano, realizado entre 4 e 13 de setembro, a empresa ocupou uma área de 740 metros quadrados e estima ter vendido cerca de 300 mil livros, o que gerou um faturamento que ultrapassou R$ 4 milhões nesse período, conforme Honorato.
De acordo com o empresário, o enfoque principal de seu negócio são as feiras e eventos literários, embora também faça uso de lojas pop-up que variam entre 180 e 230 unidades ativas em diferentes momentos. Honorato explica: "Numa mesma noite, montamos duas ou três operações e fechamos alguma, variando conforme a demanda." Para a próxima edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, prevista para 2027, ele projeta um espaço superior a 800 metros quadrados, com um valor de inscrição de R$ 1.007 por metro quadrado para as inscrições feitas até 15 de outubro de 2026. Honorato destaca que, ao longo dos anos, sua participação na Bienal tem o reconhecimento de ser sempre o segundo maior expositor, atrás do Grupo Ciranda Cultural.
O negócio foi iniciado em 2014, segundo informações da própria fonte. Mesmo assim, a fórmula que combina preços acessíveis e presença intensa em eventos vem se consolidando como uma alternativa ao mercado tradicional de livrarias, que muitas vezes tem custos fixos mais elevados. Essa estratégia de vendas direta ao consumidor e em locais de grande circulação ajuda a alcançar uma clientela de diferentes classes sociais, ampliando o alcance da proposta de leitura acessível, além de facilitar a aquisição de livros com preços consideravelmente menores do que os praticados pelo varejo convencional.
O que sabemos?
- Samuel Honorato projeta faturar cerca de R$ 180 milhões este ano com as redes Promolivros e BoraLê.
- A Promolivros vende livros a partir de R$ 15 e aposta em lojas pop-up e feiras literárias.
- No evento da Bienal de São Paulo de 2023, a empresa vendeu aproximadamente 300 mil livros em um espaço de 740 m², faturando mais de R$ 4 milhões.
- Honorato pretende expandir a participação na Bienal do Rio de Janeiro de 2027, com espaço acima de 800 m² e inscrição de R$ 1.007 por metro quadrado.
- A estratégia de Honorato é ser o segundo maior expositor na feira, atrás do Grupo Ciranda Cultural.
Fontes
- Folha de S.Paulo imprensa
- UOL Notícias imprensa





