Campinas sanciona lei que proíbe condenados por maus-tratos a animais de ocuparem cargos públicos
Novas normas também restringem reprodução de cães e gatos com risco de filhotes doentes
A Prefeitura de Campinas sancionou duas leis que impactam diretamente a proteção animal e gestão pública no município: uma impede que pessoas condenadas por maus-tratos a animais ocupem cargos públicos, e outra limita reprodução de cães e gatos quando há risco de doenças graves nas crias.
Uma lei sancionada pela Prefeitura de Campinas proíbe que pessoas condenadas por maus-tratos a animais ocupem cargos, empregos ou funções públicas municipais. A restrição vale para cargos efetivos, preenchidos por concurso público, e para cargos em comissão, de livre nomeação, e começa a valer após a condenação por maus-tratos se tornar definitiva. Conforme o Diário Oficial de Campinas, a proibição alcança toda a administração municipal, incluindo prefeitura, secretarias, autarquias, empresas públicas, sociedades de economia mista e Câmara Municipal. A pessoa poderá voltar a ocupar cargos públicos municipais somente após cumprir integralmente a pena imposta pela Justiça. Essa medida está prevista na Lei nº 16.962, sancionada em 31 de julho.
Outra lei, a nº 16.956, sancionada na mesma data, impõe restrições à reprodução de cães e gatos destinados ao convívio doméstico quando houver risco comprovado por laudo emitido por médico-veterinário registrado no conselho regional de gerar filhotes com doenças graves ou limitações funcionais. O descumprimento dessas regras pode acarretar multas que variam entre R$ 7,6 mil e R$ 19,3 mil, e as empresas que infringirem podem perder o alvará de funcionamento.
O que sabemos?
- Campinas sancionou em 31/7 lei que impede condenados por maus-tratos a animais de ocupar cargos públicos municipais.
- A proibição vale para cargos efetivos e em comissão após condenação definitiva, e termina após cumprimento da pena.
- Outra lei restringe reprodução de cães e gatos com risco de filhotes doentes, comprovada por laudo veterinário.
- Multas para descumprimento da reprodução vão de R$ 7,6 mil a R$ 19,3 mil; empresas podem perder alvará.
Fontes
- G1 imprensa





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