Brasil

Ave considerada perdida há 13 anos é registrada na África pela primeira vez

Em apuração ?

Espécie de ave colorida foi avistada e fotografada após mais de uma década sem registros na natureza

Imagem de uma ave colorida no topo das árvores na floresta africana
Imagem: Aventuras na História

O cuco-picanço-de-ganges, ave de cores vibrantes, foi visto na Costa do Marfim, marcando o primeiro registro em 13 anos. A descoberta reforça a importância de expedições de monitoramento para a conservação das espécies.

Uma espécie de ave considerada desaparecida há mais de uma década foi registrada pela primeira vez na África ocidental, em uma descoberta que pode renovar o interesse pela preservação de espécies ameaçadas. Segundo relato de uma fonte que acompanha a pesquisa, pesquisadores passaram seis meses no Parque Nacional de Taï, na Costa do Marfim, até que, numa tarde de observação, avistaram o brilho da plumagem do cuco-picanço-de-ganges (Lalage melanoptera) no topo das árvores. Essa ave se caracteriza por cores vivas e, até então, seus últimos registros fotográficos datavam de 2013.

De acordo com a fonte, os cientistas Stephanie Bartlett e Paulo Ditzel conseguiram fotografar o exemplar e capturar as primeiras imagens em movimento do animal na natureza. Ainda não há confirmação oficial, mas o registro representa um avanço no conhecimento sobre a espécie, que habita predominantemente a copa das árvores de florestas tropicais em países como Serra Leoa, Libéria, Gana e Costa do Marfim. A equipa realizou essa documentação durante uma expedição que entrou na sua sexta mês de trabalho na região, mostrando a persistência do esforço de monitoramento científico.

O habitat natural do cuco-picanço-de-ganges enfrenta sérios desafios, sobretudo o avanço do desmatamento causado pelo cultivo de cacau, atividade que vem restringindo o espaço das espécies na floresta. Segundo especialistas, essa degradação do ambiente natural impõe uma forte pressão sobre as populações locais de aves, muitas das quais permanecem difíceis de serem avistadas devido aos seus hábitos de vida no estrato superior da vegetação.

O registro recente ganhou destaque na revista Galileu e reforça o valor das iniciativas globais de monitoramento de aves. Uma dessas é a Search for Lost Birds (Busca por Aves Perdidas), uma parceria entre organizações como Re:wild, American Bird Conservancy e BirdLife International, que busca localizar espécies raramente vistas na natureza. A iniciativa já conseguiu relocar espécies como o beija-flor-de-santa-marta, que foi registrado novamente na Colômbia após décadas sem registros, e agora acrescenta o caso do cuco-picanço-de-ganges na lista de espécies possivelmente recuperadas. Ainda assim, a confirmação oficial da redescoberta da ave na Costa do Marfim ainda não foi divulgada oficialmente, e o clube responsável pela expedição não se pronunciou até o momento.

Especialistas destacam a importância de mais expedições de monitoramento, que podem não só ajudar na atualização do status de conservação dessas espécies, mas também reforçar os esforços globais de preservação contra a perda de biodiversidade na região. A descoberta levanta esperança de que espécies consideradas quase desaparecidas possam ainda estar vivas, mesmo em habitats ameaçados pela ação humana.

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O que sabemos?

  • A ave cuco-picanço-de-ganges foi registrada na África pela primeira vez em 13 anos.
  • O registro ocorreu no Parque Nacional de Taï, na Costa do Marfim.
  • Pesquisadores avistaram e fotografaram a ave após seis meses de trabalho.
  • O habitat natural está sendo degradado pelo desmatamento para cultivo de cacau.
  • Ainda não há confirmação oficial do registro, e o clube responsável não se pronunciou.

Fontes

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